Nos pênaltis, Internacional é campeão dentro do Olímpico

Após jogo eletrizante no tempo normal, Renan se redime de falha e pega três cobranças

Grêmio e Internacional decidiram neste domingo, no Estádio Olímpico, o título do Campeonato Gaúcho de 2011. Com a vitória colorada por 3 a 2 no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis, já que o Grêmio vencera o primeiro jogo pelo mesmo placar. Nas penalidades, brilhou a estrela do goleiro Renan, que pegou as cobranças de William Magrão, Lúcio e Adílson.

A partida começou com os donos da casa impondo seu ritmo. Mesmo tendo batido o rival no Beira-Rio, o Grêmio imprensou o seu adversário em seu campo de defesa, e contou com o meia Douglas em tarde inspirada.O Inter, por sua vez, viu seu esquema com três zagueiros ruir logo aos 15 minutos da etapa inicial. Douglas deu lançamento milimétrico para Lúcio, que tocou por baixo do goleiro Renan. Incrédulos, os defensores colorados pediam impedimento inexistente.

O gol acentuou ainda mais o predomínio azul, que seguia de posse do meio de campo e criava as oportunidades mais concretas. Viçosa e Douglas, por exemplo, desperdiçaram chances que praticamente selariam o bicampeonato do Gaúcho. O rumo da partida mudou quando o técnico Falcão decidiu abandonar o desenho tático inicial.

Com o meia Zé Roberto na vaga de Juan, o Colorado foi um time mais envolvente e equilibrou as ações e a posse de bola. E foi dos pés de Zé Roberto que nasceu o empate dos visitantes. O apoiador fez jogada pela esquerda e cruzou. Leandro Damião, bem colocado, girou sobre o zagueiro e bateu para reacender as esperanças da minoria colorada presente ao jogo.

Necessitando de mais um gol para levar a decisão para os pênaltis, o Internacional não tinha outra alternativa a não ser buscar o ataque. Aos 45 minutos, Zé Roberto bateu o escanteio, a zaga rebateu e Andrezinho, de fora da área, colocou fogo no clássico.

A etapa final deixou os torcedores com a respiração presa, deixando no ar a sensação de que um gol de qualquer uma das partes resolveria a parada. Impulsionado pelo gol obtido quase nos acréscimos, o Inter partiu para cima do rival, que voltou um tanto mais cauteloso para a decisão.

Aos poucos, porém, o reequilíbrio voltou a ser a tônica do jogo. Aos 11, Leandro Damião isolou o que poderia ser o gol do título. Um minuto depois, Viçosa não marcou o gol que representaria o alívio tricolor.O suspense permaneceu. O desenho aparentemente definitivo da decisão aconteceu aos 28 minutos, momento em que Victor derrubou Zé Roberto na área. O argentino D’Alessandro, que não vinha em grande jornada, teve calma para colocar a bola no fundo da rede.

O apelido Imortal, no entanto, cabe bem ao Grêmio. Aos 36, o goleiro Renan soltou novamente um cruzamento na área e Borges, bem colocado, teve o trabalho de marcar e levar a decisão para os pênaltis. Antes do apito de Leandro Vuaden, entretanto, Inter e Grêmio tiveram chances claríssimas de liquidar.

Nos pênaltis, vitória colorada por 5 a 4. Bicampeonato e festa da metade vermelha do Rio Grande do Sul.

FICHA TÉCNICA:
GRÊMIO 2 (4) X 3 (5) INTERNACIONAL

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Data/Hora: 15/5/2011 às 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Leandro Vuaden
Auxiliares: Altemir Hausmann e Júlio Cesar dos Santos
Cartões amarelos: Juan, D’Alessandro, Zé Roberto, Guiñazu (INT); Vílson, Fábio Rochemback (GRE)
Cartões vermelhos: -

Gols: Lúcio, 15′/1ºT (1-0); Leandro Damião, 31′/1ºT (1-1), Andrezinho, 46′/1ºT (1-2), D’Alessandro, 29′/2ºT (1-3), Borges, 36′/2ºT (2-3)

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Vilson, Rodolfo e Gilson (William Magrão, 32′/2ºT); Fábio Rochemback, Adilson Lúcio e Douglas; Leandro (Lins, 31′/2ºT) e Júnior Viçosa (Borges,30′/2ºT) Técnico: Renato Gaúcho.

INTERNACIONAL: Renan, Bolivar, Índio, Juan (Zé Roberto, 28′/1ºT) e Nei; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Oscar, 4′/2ºT), D’Alessandro e Kleber; Leandro Damião. Técnico: Falcão.

Grêmio vence o Inter no primeiro jogo da decisão

Jogo foi movimentado no Beira-Rio, Tricolor consegue virada e sai na frente do rival no primeiro jogo da final do Gauchão

Internacional e Grêmio começaram neste domingo a decidir o Campeonato Gaúcho. E quem se deu melhor foi o Tricolor que, numa partida muito movimentada, venceu por 3 a 2 no Beira-Rio e, agora, pode empatar e até perder de 1 a 0 ou 2 a 1 no Olímpico para levantar a taça de campeão.

Mesmo jogando fora de casa, o Grêmio começou melhor a partida, encurralando o Internacional em seu campo de defesa nos minutos iniciais. Mas o domínio territorial não foi transformado em gols e o Colorado aproveitou para sair na frente logo em sua primeira oportunidade, com Andrezinho mandando bola no cantinho de Grohe após bom passe de Leandro Damião.

Veja os gols da vitória do Grêmio sobre o Inter

Com a vantagem do Inter, inverteu-se também o domínio do jogo, agora totalmente Colorado. Jogando bem, o time comandado por Falcão ficou perto de chegar ao segundo em oportunidades de Andrezinho e Kléber, defendidas por Marcelo Grohe. Mas o Grêmio não estava morto e chegou ao empate com Júnior Viçosa, que havia desperdiçado duas chances antes. Desta vez, o atacante tricolor contou com saída ruim do goleiro adversário Renan e mandou de cabeça para o fundo da rede.

Se o primeiro tempo foi bem movimentado, o segundo não começou atrás. Com 38 segundos, o Grêmio já marcou o segundo. Leandro tabelou com Viçosa e mandou de bico mesmo para dentro, virando o marcador.

Em destantagem, nada sobrava ao Inter a não ser ir para cima. O jogo, então, ganhou em movimentação com as duas equipes alternando bons momentos no ataque. De tanto insistir, o Colorado chegou ao empate com Leandro Damião. Quando parecia que tudo terminaria igual, Renan voltou a sair mal e Júnior Viçosa, mais uma vez, cabeçou encobrindo o goleiro, dando à vitória por 3 a 2 ao Tricolor.

No finzinho, Escudero ainda foi expulso, mas o Internacional não tinha tempo para mais nada. Resta, agora, correr atrás no Olímpico.

FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL 2 X 3 GRÊMIO

Estádio: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Data/hora: 8/5/2011 – 16h
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison (RS) e José Javel Silveira (RS)

Cartões amarelos: Tinga, Rodrigo, Bolatti, Bolívar, Nei (INT); Fernando, Neuton (GRE)
Cartões vermelhos: Escudero, 44′/2ºT (GRE)

Gols: Andrezinho, 8′/1ºT (1-0); Júnior Viçosa, 38′/1ºT (1-1); Leandro, 1′/2ºT (1-2); Leandro Damião, 36′/2ºT (2-2); Júnior Viçosa, 41′/2ºT (2-3)

INTERNACIONAL: Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kléber; Bolatti, Tinga, Andrezinho e D’Alessandro (Oscar, 14′/2ºT); Rafael Sóbis (Cavenaghi, 14′/2ºT) e Leandro Damião. Técnico: Falcão

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Mário Fernandes, Vilson, Rodolfo (Neuton, 15′/2ºT) e Gilson; Fábio Rochemback, Fernando, Escudero e Douglas (Lúcio, 23′/2ºT); Leandro (Lins, 33′/2ºT) e Júnior Viçosa. Técnico: Renato Gaúcho.

Com gols-relâmpago, Inter é eliminado da Libertadores

Colorado levou dois gols em cinco minutos, cedeu virada e deu adeus ao sonho do tricampeonato

O inesperado aconteceu. Com dois gols-relâmpago na volta do segundo tempo, o Internacional cedeu a virada e foi derrotado pelo Peñarol por 2 a 1 no Beira-Rio, nesta quarta-feira, dando adeus ao sonho do tricampeonato da Copa Santander Libertadores. Agora o Colorado terá de focar na disputa da final do Campeonato Gaúcho, neste domingo, quando encara o Grêmio.

Receba primeiro as notícias do Inter no seu celular!

Vai aos jogos do Inter? Mande o seu vídeo de amor ao clube

A vitória colorada parecia desenhada logo no primeiro minuto, quando Oscar recebeu bom passe pela meia esquerda e bateu no canto para abrir o placar. Contudo, o Peñarol não sentiu o baque e aos pouco começou a se organizar. Mesmo com a vantagem, o técnico Falcão estava agitado na beira do campo, parecendo que previa o pior.

Os visitantes ganharam terreno de jogo e criaram mais oportunidades de ataque, enquanto o Inter não conseguia mais trocar passes pelo meio como fizera nos primeiros minutos. A solução foi abrir o jogo e explorar as laterais, o que fez aumentar o ritmo da partida.

O segundo gol colorado quase saiu em uma bela tabela entre Bolatti e Leandro Damião, que encontrou Kleber na esquerda livre. Mas o lateral pegou muito mal na bola e isolou. O erro custaria caro minutos depois.

Na volta para o segundo tempo, a surpresa. Em cinco minutos o Peñarol virou a partida. Aos 15 segundos, Martinuccio aproveitou o cochilo da defesa colorada e empatou. Ainda sem entender o que havia acontecido, o Colorado levou o segundo golpe: Oliveira de cabeça virou.

De nada adiantou as mudanças de Falcão, que colocou Ricardo Goulart e Tinga, sacando Andrezinho, que pouco fez, e Oscar, autor do gol. O desespero bateu, e aquele Inter que tocava a bola ficou no vestiário, dando lugar a uma equipe desordenada, que não teve forças para reagir. Rafael Sóbis ainda entrou no lugar de nei para tentar um milagre, mas a primeira derrota de Falcão veio em hora errada. O Inter se despediu da Libertadores.

FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 1 X 2 PEÑAROL (URU)

ESTÁDIO: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
DATA E HORA: 19h30
ÁRBITRO: Enrique Osses (CHI)
CARTÕES AMARELOS: D’Alessandro, Nei (Internacional), Freitas, Domingo (Peñarol);
GOLS: Oscar (1-0), ao 1′/1ºT; Martinuccio (1-1), ao 1′/2ºT; Oliveira (1-2), aos 5′/2ºT

INTERNACIONAL: Renan, Nei (Rafael Sóbis), Bolívar. Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Ricardo Goulart) e D’alessandro; Oscar (Tinga) e Leandro Damião.

PEÑAROL: Sosa, González, Valdez (Albín), Rodriguez, Dario Rodriguez, Freitas, Aguiar, Corujo, Mier (Domingo), Martinuccio (Torres) e Olivera.

Inter vence nos pênaltis, ganha returno e força dois superclássicos


Colorado empata por 1 a 1 com o Grêmio no tempo normal, mas vence nas cobranças, por 4 a 2, e ganha o returno

O Inter teve o poder da multiplicação ao superar o Grêmio nos pênaltis na tarde deste domingo, no Beira-Rio, após empate por 1 a 1 no tempo normal. Foi múltiplo em campo, com um time mais bem distribuído, mais criativo, mais agrupado. Pluralizou seu bom momento e a instabilidade do rival, consequências naturais de um clássico sem igual – não tente convencer um gaúcho do contrário. E, acima de tudo, transformou um Gre-Nal em três. A conquista do título do returno pelos colorados assegurou a realização de dois superclássicos para a definição de quem manda no Rio Grande do Sul.
O gol do Inter foi marcado por Leandro Damião, no primeiro tempo, em lance polêmico. Júnior Viçosa empatou no segundo tempo. Mas o Inter levou a melhor nos pênaltis, por 4 a 2, com gols de D’Alessandro, Damião, Kleber e Rodrigo. O Grêmio fez com Rochemback e Adílson, mas errou com Borges, que chutou por cima, e Fernando, que parou na defesa de Renan.
A partida reuniu pela primeira vez os maiores ídolos da história dos dois clubes, ambos agora treinadores. Paulo Roberto Falcão e Renato Gaúcho travaram um duelo de estratégia. Os dois modificaram a forma habitual de suas equipes jogarem. O comandante colorado levou a melhor. O Inter foi superior em campo. Só perdeu o controle do jogo com a expulsão de Guiñazu na etapa final.
Os Gre-Nais decisivos serão nos dois próximos domingos, primeiro no Beira-Rio, depois no Olímpico. Antes, é preciso pensar na Libertadores. Na quarta-feira, os colorados recebem o Peñarol, e os tricolores visitam o Universidad Católica.
Euforia vermelha se confunde com ira azul: 1 a 0 pro Inter no primeiro tempo
Aos 23 minutos do primeiro tempo, em um Beira-Rio quase tomado de vermelho e azul, enquanto Leandro Damião fazia festa, todos os jogadores do Grêmio tentavam dar um jeito de pegar o árbitro pelas orelhas e arremessá-lo no fosso do estádio. Um segundo antes, o centroavante do Inter havia vencido Rodolfo no corpo, havia visto o defensor se espatifar no gramado, havia recuperado a bola, havia concluído com um toque precioso por cima de Marcelo Grohe. Antes mesmo de a bola cruzar a última linha tricolor e ir beijar a rede, os atletas do time visitante urravam um pedido de falta do camisa 9 rival. Márcio Chagas da Silva nada marcou. A euforia vermelha se confundiu com a ira azul. Era o gol do Inter.
Era um gol que, separada a polêmica do lance, o Inter mereceu. Os colorados foram bastante superiores aos rivais no primeiro tempo. Paulo Roberto Falcão montou sua equipe em um esquema diferente do habitual, com três criadores – Andrezinho pela esquerda, Oscar pela direita e D’Alessandro livre para circular pelo meio. No Grêmio, Renato Gaúcho foi precavido. Criou um 3-6-1, com Vilson na zaga e três volantes acompanhando Douglas no meio.

Leandro Damião comemora gol do Inter contra o Grêmio (Foto: Jefferson Bernardes / VIPCOMM)
Os primeiros instantes foram de supremacia do Inter. Com dez minutos, o time colorado chegou três vezes na frente com relativo perigo. Damião chutou fraco. Rodrigo cobrou falta para fora. Andrezinho cabeceou por cima.
O Grêmio, quando respondeu, o fez bem. Gilson apareceu pela esquerda e mandou uma pancada em diagonal. Renan espalmou.
Mas o lance não abalou o time da casa. O Inter seguiu superior. Criou chances repetidas vezes, embora elas não tenham sido das mais ameaçadoras. Andrezinho infernizou pelo lado esquerdo. A zaga do Grêmio deve ter pensado em levantar uma daquela plaquinhas com o rosto do jogador, um valor de recompensa embaixo e um recado na parte de cima: procurado. Aos 21 minutos, ele chutou por cima. Aos 34, bateu falta, e Grohe pegou. Aos 46, bateu colocado, novamente com perigo. E foi dele o passe para o gol de Damião.
Renato Gaúcho mexeu em sua equipe ainda no primeiro tempo. Tirou Willian Magrão e colocou o atacante Leandro. Assim, transformou o 3-6-1 em 3-5-2. A mudança não teve força para dar controle ao Grêmio, mas ao menos rendeu uma chance. O guri de 17 anos recebeu lançamento de Rodolfo, entrou na área pela direita e quase empatou. O chute foi parar na rede, mas por fora.
Grêmio equilibra jogo e busca o empate
O início do segundo tempo manteve a supremacia vermelha. Renato Gaúcho se viu obrigado a fazer mais uma mudança, já que Gabriel se lesionou. O volante Fernando foi a campo, e Vilson passou para a lateral direita. Enquanto se reorganizava, o Tricolor viu seu rival criar novas chances de gol. Tinga errou conclusão dentro da área. D’Alessandro mandou pancada de fora, e Grohe espalmou.
Aos poucos, o Grêmio conseguiu dominar o calor do Inter na partida. E equilibrou de vez as ações ao ver Guiñazu ser expulso. O argentino deu um de seus tradicionais carrinhos e levou o cartão amarelo. Já tinha um. Foi para a rua.
Falcão teve que reconstruir seu sistema de marcação. Primeiro, entrou Wilson Matias no lugar de Oscar; depois, Juan na vaga de Andrezinho. O Inter se encolheu. Virou a hora de o Grêmio forçar a barra em busca do gol.
Foi fundamental a entrada de Júnior Viçosa. A ousadia de Renato foi determinante. O treinador tirou Vilson e colocou o atacante. Aos 41 minutos, após confusão dentro da área, o atleta saído do banco completou para o gol. Era o empate. Era o renascimento do Grêmio. Era a chance de o Tricolor ser campeão gaúcho já neste domingo.
O jogo explodiu em tensão. Leandro Damião fez fila na zaga gremista e só parou em Marcelo Grohe. Na resposta, Viçosa ficou livre para virar, mas a zaga abafou. Jogaço!
Mas passou o tempo, acabou o jogo. Restavam os pênaltis, o drama em seu nível máximo, a situação mais inadjetivável para um gaúcho – e tente dizer a algum deles que existe algo superior a um Gre-Nal.
INTERNACIONAL 1 X 1 GRÊMIO
Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Guiñazu, Tinga, Andrezinho (Juan) e D’Alessandro; Oscar (Wilson Matias) e Leandro Damião. Marcelo Grohe, Rafael Marques, Vilson (Júnior Viçosa) e Rodolfo; Gabriel (Fernando), Fábio Rochemback, Adílson, Willian Magrão (Leandro), Douglas e Gilson; Borges.
Técnico: Paulo Roberto Falcão Técnico: Renato Gaúcho
Gols: Leandro Damião, aos 24 minutos do primeiro tempo; Júnior Viçosa, aos 41 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Gilson, Rafael Marques, Adílson (Grêmio); Guiñzu (Inter). Cartão vermelho: Guiñazu (Inter).
Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Data: 01/05/2011. Árbitro: Márcio Chagas da Silva. Auxiliares: Altermir Hausmann e José Antônio Chaves Franco Filho. Público: 33.634.

Leandro Damião salva o Inter de derrota no Uruguai

Colorado saiu em desvantagem, mas empatou com o Peñarol, no primeiro encontro entre as equipes pelas oitavas da Libertadores

O Internacional encontrou muita dificuldade diante do Peñarol, no Estádio Centenário, em Montevidéu (URU). Nesta quinta-feira, o Colorado saiu em desvantagem no placar, mas Leandro Damião marcou o gol de empate na segunda etapa e salvou o time de uma derrota no primeiro confronto entre as equipes, que terminou em 1 a 1, pelas oitavas de final da Copa Santander Libertadores.

Agora o time de Falcão pode empatar por 0 a 0 na partida de volta, no Beira-Rio, para se classificar. O reencontro com os uruguaios acontece na próxima quarta-feira.

A vida do Internacional não começou tranquila. O Peñarol adiantou a marcação e, com ajuda do péssimo estado do gramado, impediu que o Colorado saísse jogando com tranquilidade. Os donos da casa foram no embalo da torcida e poderiam ter aberto o placar em pelo menos duas oportunidades claras. Sorte do Inter que Renan estava bem colocado para evitar o pior (em uma delas à queima roupa).

Falcão prometeu que o Inter iria ter uma postura ofensiva, apesar de jogar no imponente Centenário. Só que o treinador não entra em campo e o Colorado passou a primeira metade do primeiro tempo em busca do contra-ataque perfeito.

Em um deles Leandro Damião recebeu em velocidade e foi derrubado quando ia entrar na área. O atacante deu um susto ao sair com dores no ombro direito, mas retornou. No mesmo lance, o árbitro foi econômico e não expulsou o zagueiro Valdez. Preferiu dar o amarelo.

O acerto da equipe veio com o passar do tempo e o Inter tomou conta das principais ações do jogo.

Mas o Colorado deu espaço para o contra-golpe dos uruguaios. E foi através dele que o gol do Peñarol saiu. Martinuccio escapou pela esquerda e deixou Corujo na boa, na marca do pênalti, para abrir o placar. Ele não desperdiçou: 1 a 0, aos 36 minutos.

Impotente diante da retranca do Peñarol, o Inter chegou ao intervalo sem conseguir diminuir o prejuízo. E ainda continuou a dar espaço nos contra-ataques.

Na volta para a etapa final, Falcão resolveu abandonar de vez as duas linhas de quatro: tirou Sobis e colocou Oscar. Mas o efeito não foi o esperado. A partida ficou morna, sem lances de perigo para ambos os lados.

O Inter tentou acionar Leandro Damião com cruzamentos, mas não achou brecha. O camisa 9 era mesmo a melhor solução para o Colorado. Ele provou isso aos 20 minutos de jogo, quando recebeu na intermediária e mandou para o gol. A bola desviou no meio do caminho e encobriu o goleiro Sosa. Euforia do time brasileiro e silêncio entre os torcedores uruguaios presentes no Centenário.

Depois do gol, o Inter até se animou e manteve o controle da partida. Mas a velocidade nas jogadas estava baixa, o que facilitou a neutralização da defesa uruguaia. O confronto em Montevidéu terminou empatado. Não era o que o Inter esperava, mas a classificação está bem encaminhada.

PEÑAROL (URU) 1 X 1 INTERNACIONAL
LOCAL: Estádio Centenário, Montevidéo (URU)
DATA: 28/4/11
CARTÕES AMARELOS: Valdez, Freitas, D. Rodríguez e Martinucci(PEN); Tinga (INT)
GOLS: Corujo, 36′/1ºT (1-0); Leandro Damião, 20′/2ºT;

PEÑAROL: Sosa; González, Valdez, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Matías Corujo, Freitas, Luis Aguiar e Matías Mier (Estoyanoff, 24′/2ºT); Pacheco (Alonso, 33′/2ºT) e Martinuccio. Técnico: Diego Aguirre.

INTERNACIONAL: Renan; Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Tinga, 33′/2ºT) e D’Alessandro; Rafael Sobis (Oscar, intervalo) e Leandro Damião.

Em jogo de golaços, Inter bate Ju e confirma Gre-Nal

Colorado faz 2 a 1 no time da casa e está na final da Taça Farroupilha 

Mais um grande jogo no Gauchão. Após o Grêmio se classificar para final em embate com o Cruzeiro, o Inter passou pelo Juventude com um a menos e confirma o Grenal na decisão da Taça Farroupilha. A vitória em Caxias do Sul por 2 a 1 deixa o Colorado em condições de definir a competição dentro do Estádio Beira-Rio, a princípio no próximo domingo. O clássico será o primeiro da maratona de cinco que podem acontecer. 

Se Grêmio e Cruzeiro fizeram um jogo eletrizante pela primeira semifinal, Juventude e Inter parecem ter ficado com ciúmes. A vaga para a final parecia o prato de comida dos jogadores do time do interior gaúcho. E a fome era grande. Cinquenta segundos de partida e duas faltas cometidas pelo Ju. Pelo lado colorado, Falcão surpreendeu e escalou Oscar como substituto de D’Alessandro.

A primeira chegada mais forte do jogo aconteceu aos seis minutos, também do time da casa. Júlio Madureira, artilheiro da equipe com 11 gols, recebeu cruzamento na área colorada e cabeceou à direita do gol defendido por Renan. Apesar do lance, o Inter era melhor no jogo e dominava as ações. Só que não conseguia transpor a marcação forte caxiense.

Os meias colorados erravam muitos passes e complicavam a criação colorada. Era preciso a presença dos volantes passando da linha da bola. Até o momento, o Ju apenas marcava. Na primeira jogada armada, Nei e Oscar tabelaram. O lateral direito acionou Bolatti, pelo meio, como necessário, chegando na frente. O argentino dominou no peito aos 19 minutos, na meia direita, e soltou a bomba. Sem chance alguma para Jonatas, a bola dormiu no ângulo direito do goleiro. Golaço.

Dono da casa, o Juventude evidentemente não queria deixar a classificação para a final escapar tão facilmente. Se jogou a frente e passou a marcar a saída de bola do adversário com mais afinco. E empatou após o autor do gol colorado fazer uma falta na intermediária. Fred, zagueiro, bateu forte e no ângulo. Oito minutos depois o Juventude igualou tudo.

O gol desesperou os jogadores do Inter. E o Juventude cresceu. Tentou de fora da área com Cristiano e teve chance clara com Júlio Madureira, impedido. Mas o final do primeiro tempo teve o Colorado melhor no jogo, desperdiçando chances com Andrezinho, bloqueado dentro da área, e Rafael Sobis, em cobrança de falta por cima.

No vestiário, a orientação de Falcão foi de o Inter se postar mais ofensivamente. Kleber se desgarrou da primeira linha de quatro jogadores e auxiliava Oscar sobre Anderson Pico. O meia, mesmo sem ritmo, era o melhor do Inter na partida e passou em diversas oportunidades pelo lateral direito alviverde no segundo tempo.

Com a postura vermelha, o Ju se acuou em seu campo. Em chance aos nove com Leandro Damião, sua primeira finalização na partida, depois aos 11 e 12, o Colorado levou perigo ao dono da casa. O contra-ataque era a arma alviverde, mas o Inter se defendia bem. Aos 14, um lance inacreditável. Oscar cobra escanteio, o goleiro divide com Damião e a bola sobra para Rodrigo, que acerta o travessão. No rebote, Bolívar cabeceou e Ramiro, de bicicleta, tirou sobre a linha. Surreal.

A pressão colorado continuava. Em outra jogada sobre Anderson Pico, Oscar rouba bola, dribla dois marcadores e com açúcar chuta. A bola ruma o ângulo, mas toma algum vento da Serra Gaúcha e se choca com o travessão. No lance seguinte, aos 20, Bolatti complica as coisas para o Colorado. Tenta driblar o marcador sobre a linha do meio-campo, perde e põe a mão na bola. Cartão vermelho.

Imediatamente, Falcão recompôs o meio-campo e colocou Tinga no lugar de Rafael Sobis. Oscar foi quem continuou sendo o motor do time do Inter e até cansar e ser substituído era o principal jogador da partida. O Juventude se soltou um pouco mais, e passou a dominar o jogo.

Só que aí apareceu Leandro Damião. Ele correu atrás de lançamento no fundo do campo, pela direita, sozinho contra a zaga do time caxiense. Na frente do marcador, o centroavante deu uma lambreta e, antes do goleiro, conseguiu dar toque para Tinga. O volante dividiu com o goleiro e a zaga e fez o segundo para o Colorado em partida que se tornava muito complicada. Outro golaço, agora aos 33 minutos do segundo tempo. 

Os minutos finais do decisão foram de um time da casa tentando romper a barreira formada pelo adversário, enquanto Inter se defendia e tentava passar o tempo com a bola nos pés. Aos 41, Cristiano quase fez para o Ju. Mas a pressão não deu resultado, e o Inter segurou a vitória. 

FICHA TÉCNICA

JUVENTUDE 1 X 2 INTER

Data/hora: 24/04, às 16h

Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul

Árbitro: Jean Pierre Gonçalves, auxiliado por Marcelo Bertagna Barison por Tatiana Jacques de Freitas

Gols: Bolatti, aos 19 minutos do primeiro tempo e Tinga, aos 33 minutos do segundo tempo; Fred, aos 27 minutos do primeiro tempo

Cartões amarelos: Bolatti (I) Fred (J)

Cartão vermelho: Bolatti (I)

Juventude: Jonatas; Anderson Pico, Rafael Pereira, Fred e Alex Telles; Umberto, Jardel, Ramiro(Celsinho 42′/2ºT) e Cristiano; Júlio Madureira(Rafael Aidar 29’/2ºT) e Zulu. Técnico: Picoli

Inter: Renan; Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho e Oscar(Zé Roberto 30’/2ºT); Rafael Sobis(Tinga 22’/2ºT) e Leandro Damião. Técnico: Falcão.

Inter deixa Falcão sonhar: vitória e classificação no Beira-Rio

Colorado não tem grande atuação, mas vence o Emelec por 2 a 0, vai às oitavas de final e mantém sonho do ídolo

Foram 31 anos de alegrias e tristezas, de Gamarra, Fabiano, Fernandão e Gabiru, de euforia em Yokohama e depressão em Abu Dhabi, de idas e vindas na história do Inter até que Paulo Roberto Falcão vestisse vermelho outra vez para reencontrar a Libertadores. E ele pode continuar sonhando. Agora como treinador, o ídolo colorado viu o time gaúcho vencer o Emelec por 2 a 0 na noite desta terça-feira, no Beira-Rio, e avançar às oitavas de final de uma disputa que Falcão, como jogador, perdeu na decisão em 1980.

O Inter não foi bem. Especialmente no primeiro tempo, apresentou pobreza no ataque, leque gasto de ações ofensivas, variedade quase nula de alternativas para desmantelar a defesa rival. Mas melhorou na etapa final. E fez os gols com Rafael Sobis e Leandro Damião.

O resultado deu aos colorados a primeira colocação do Grupo 6 da Libertadores, com 13 pontos. O Jaguares, apesar da derrota de 2 a 1 para o Jorge Wilstermann na Bolívia, avançou como segundo colocado. O Emelec foi eliminado.

O Inter aguarda o fechamento da rodada para saber quem enfrentará nas oitavas de final. Antes, tem Campeonato Gaúcho. No domingo, visita o Juventude em busca de vaga na decisão de returno do estadual.

Quando nem D’Alessandro vai bem…

Parece que o mundo resolveu interromper sua rotina quando nem D’Alessandro consegue ir bem. Teve algo de estranho escancarado em cada ação do craque do Inter no primeiro tempo, como a gritar que aquele não seria um jogo normal. Ele não foi o criador que sempre é. Não teve as vitórias pessoais que sempre tem. Não distribuiu o encanto que sempre distribui. O ar do Beira-Rio pesou temores. E o camisa 10 chegou a ouvir resmungos das arquibancadas.

Esteve desenhada, na atuação do argentino, a pobreza vermelha nos 45 minutos iniciais contra o Emelec. O Inter pouco fez. As duas linhas de quatro, por vezes desvirtuadas pela impaciência do time em busca do gol, não renderam agressividade ofensiva. O tempo de chegada dos gaúchos ao ataque foi sempre menor do que o tempo de recomposição defensiva dos equatorianos. Aí teve balão, teve chutão, teve inversão de uma ponta a outra. Teve tudo que Falcão não quer.

Andrezinho, com um minuto de jogo, deu a falsa impressão de que o Inter esmagaria o adversário. Ele cobrou falta com perigo, e o goleiro do Emelec quase soltou a bola na cabeça de Rodrigo. Mas tudo não passou de uma ilusão, de uma miragem. Houve momentos em que os visitantes mais incomodaram do que foram incomodados. Jogadas de bola aérea se repetiram.

O Beira-Rio soltou suspiros coletivos de alívio em cada intervenção de Renan, em cada subida de Bolívar ou Rodrigo, em cada bola que ia para fora. José Quiñónez, de cabeça, quase marcou. Gimenez, pegando rebote na entrada da área, fez os torcedores fecharem os olhos nas arquibancadas.

O Inter também teve suas chances. Kleber mandou cruzamento precioso, no peito de Damião. Livre, o centroavante não conseguiu manter a bola sob seu controle. Não foi possível concluir a gol. Andrezinho, de cabeça, também deu alguma esperança. Vã. Era um primeiro tempo de 0 a 0.

Quando a torcida resolve jogar junto…

A bola estava parada no centro do campo, à espera do apito do árbitro, para voltar a rolar. De repente, foi ganhando forma um barulho, um urro coletivo, seguido de aplausos, de cantoria. “Inter! Inter! Inter!”, gritaram os colorados nas arquibancadas. Depois de um primeiro tempo tão ruim, a torcida mandou um recado: estaria ao lado do time na etapa final.

A reação dos colorados não fez o time jogar melhor. O Inter seguiu mal nos minutos iniciais do segundo tempo. Mas com a mais radical das diferenças: o gol. Foi aos sete minutos. E com a participação de D’Alessandro. Foi o meia quem arquitetou o cruzamento pela esquerda. A bola passou por Leandro Damião e chegou até Rafael Sobis, o dono da conclusão final. Ele estava um pouco adiantado, mas o gol valeu. Ufa…

O gol deixou o Inter mais leve. Chances foram criadas com maior naturalidade do que antes de a rede balançar. D’Alessandro, em linda jogada iniciada por ele mesmo, mandou chute perigoso. Quase. Leandro Damião, em chute rasteiro, fez Klimowicz trabalhar. Por pouco. Kleber, após conclusão do centroavante, desperdiçou chance clara. Detalhes.

Uma hora a bola voltaria a entrar. E foi com Leandro Damião. Aos 38 minutos, Guiñazu avançou com a bola e resolveu arriscar a gol. O goleiro deu rebote, e o centroavante completou. Aí estava morta a disputa. Era só deixar o tempo passar. Era só deixar Falcão sonhar. Mais de duas décadas depois, o ídolo segue em busca da Libertadores perdida.

INTERNACIONAL 2 X 0 EMELEC
Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho e D’Alessandro; Rafael Sobis (Cavenaghi) e Leandro Damião (Zé Roberto). Javier Klimowicz, Carlos Quiñónez (Valência), Pedro Quiñónez, Gabriel Achilier e Óscar Baguí; José Quiñónez, Fernando Gaibor (Strahman), Quiróz e Fernando Gimenez; Cristian Menéndez e Walter Iza (Caicedo).
T: Paulo Roberto Falcão T: Omar Asad
Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Data: 19/04/2011. Árbitro: Oscar Ruiz (Colômbia). Auxiliares: Eduardo Díaz (Colômbia) e Rafael Rivas (Colômbia).
Gols: Rafael Sobis, aos sete, e Leandro Damião, aos 38 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Achilier, Menéndez (Emelec); Leandro Damião, Kleber (Inter).
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.