Nos pênaltis, Internacional é campeão dentro do Olímpico

Após jogo eletrizante no tempo normal, Renan se redime de falha e pega três cobranças

Grêmio e Internacional decidiram neste domingo, no Estádio Olímpico, o título do Campeonato Gaúcho de 2011. Com a vitória colorada por 3 a 2 no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis, já que o Grêmio vencera o primeiro jogo pelo mesmo placar. Nas penalidades, brilhou a estrela do goleiro Renan, que pegou as cobranças de William Magrão, Lúcio e Adílson.

A partida começou com os donos da casa impondo seu ritmo. Mesmo tendo batido o rival no Beira-Rio, o Grêmio imprensou o seu adversário em seu campo de defesa, e contou com o meia Douglas em tarde inspirada.O Inter, por sua vez, viu seu esquema com três zagueiros ruir logo aos 15 minutos da etapa inicial. Douglas deu lançamento milimétrico para Lúcio, que tocou por baixo do goleiro Renan. Incrédulos, os defensores colorados pediam impedimento inexistente.

O gol acentuou ainda mais o predomínio azul, que seguia de posse do meio de campo e criava as oportunidades mais concretas. Viçosa e Douglas, por exemplo, desperdiçaram chances que praticamente selariam o bicampeonato do Gaúcho. O rumo da partida mudou quando o técnico Falcão decidiu abandonar o desenho tático inicial.

Com o meia Zé Roberto na vaga de Juan, o Colorado foi um time mais envolvente e equilibrou as ações e a posse de bola. E foi dos pés de Zé Roberto que nasceu o empate dos visitantes. O apoiador fez jogada pela esquerda e cruzou. Leandro Damião, bem colocado, girou sobre o zagueiro e bateu para reacender as esperanças da minoria colorada presente ao jogo.

Necessitando de mais um gol para levar a decisão para os pênaltis, o Internacional não tinha outra alternativa a não ser buscar o ataque. Aos 45 minutos, Zé Roberto bateu o escanteio, a zaga rebateu e Andrezinho, de fora da área, colocou fogo no clássico.

A etapa final deixou os torcedores com a respiração presa, deixando no ar a sensação de que um gol de qualquer uma das partes resolveria a parada. Impulsionado pelo gol obtido quase nos acréscimos, o Inter partiu para cima do rival, que voltou um tanto mais cauteloso para a decisão.

Aos poucos, porém, o reequilíbrio voltou a ser a tônica do jogo. Aos 11, Leandro Damião isolou o que poderia ser o gol do título. Um minuto depois, Viçosa não marcou o gol que representaria o alívio tricolor.O suspense permaneceu. O desenho aparentemente definitivo da decisão aconteceu aos 28 minutos, momento em que Victor derrubou Zé Roberto na área. O argentino D’Alessandro, que não vinha em grande jornada, teve calma para colocar a bola no fundo da rede.

O apelido Imortal, no entanto, cabe bem ao Grêmio. Aos 36, o goleiro Renan soltou novamente um cruzamento na área e Borges, bem colocado, teve o trabalho de marcar e levar a decisão para os pênaltis. Antes do apito de Leandro Vuaden, entretanto, Inter e Grêmio tiveram chances claríssimas de liquidar.

Nos pênaltis, vitória colorada por 5 a 4. Bicampeonato e festa da metade vermelha do Rio Grande do Sul.

FICHA TÉCNICA:
GRÊMIO 2 (4) X 3 (5) INTERNACIONAL

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Data/Hora: 15/5/2011 às 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Leandro Vuaden
Auxiliares: Altemir Hausmann e Júlio Cesar dos Santos
Cartões amarelos: Juan, D’Alessandro, Zé Roberto, Guiñazu (INT); Vílson, Fábio Rochemback (GRE)
Cartões vermelhos: -

Gols: Lúcio, 15′/1ºT (1-0); Leandro Damião, 31′/1ºT (1-1), Andrezinho, 46′/1ºT (1-2), D’Alessandro, 29′/2ºT (1-3), Borges, 36′/2ºT (2-3)

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Vilson, Rodolfo e Gilson (William Magrão, 32′/2ºT); Fábio Rochemback, Adilson Lúcio e Douglas; Leandro (Lins, 31′/2ºT) e Júnior Viçosa (Borges,30′/2ºT) Técnico: Renato Gaúcho.

INTERNACIONAL: Renan, Bolivar, Índio, Juan (Zé Roberto, 28′/1ºT) e Nei; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Oscar, 4′/2ºT), D’Alessandro e Kleber; Leandro Damião. Técnico: Falcão.

Grêmio vence o Inter no primeiro jogo da decisão

Jogo foi movimentado no Beira-Rio, Tricolor consegue virada e sai na frente do rival no primeiro jogo da final do Gauchão

Internacional e Grêmio começaram neste domingo a decidir o Campeonato Gaúcho. E quem se deu melhor foi o Tricolor que, numa partida muito movimentada, venceu por 3 a 2 no Beira-Rio e, agora, pode empatar e até perder de 1 a 0 ou 2 a 1 no Olímpico para levantar a taça de campeão.

Mesmo jogando fora de casa, o Grêmio começou melhor a partida, encurralando o Internacional em seu campo de defesa nos minutos iniciais. Mas o domínio territorial não foi transformado em gols e o Colorado aproveitou para sair na frente logo em sua primeira oportunidade, com Andrezinho mandando bola no cantinho de Grohe após bom passe de Leandro Damião.

Veja os gols da vitória do Grêmio sobre o Inter

Com a vantagem do Inter, inverteu-se também o domínio do jogo, agora totalmente Colorado. Jogando bem, o time comandado por Falcão ficou perto de chegar ao segundo em oportunidades de Andrezinho e Kléber, defendidas por Marcelo Grohe. Mas o Grêmio não estava morto e chegou ao empate com Júnior Viçosa, que havia desperdiçado duas chances antes. Desta vez, o atacante tricolor contou com saída ruim do goleiro adversário Renan e mandou de cabeça para o fundo da rede.

Se o primeiro tempo foi bem movimentado, o segundo não começou atrás. Com 38 segundos, o Grêmio já marcou o segundo. Leandro tabelou com Viçosa e mandou de bico mesmo para dentro, virando o marcador.

Em destantagem, nada sobrava ao Inter a não ser ir para cima. O jogo, então, ganhou em movimentação com as duas equipes alternando bons momentos no ataque. De tanto insistir, o Colorado chegou ao empate com Leandro Damião. Quando parecia que tudo terminaria igual, Renan voltou a sair mal e Júnior Viçosa, mais uma vez, cabeçou encobrindo o goleiro, dando à vitória por 3 a 2 ao Tricolor.

No finzinho, Escudero ainda foi expulso, mas o Internacional não tinha tempo para mais nada. Resta, agora, correr atrás no Olímpico.

FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL 2 X 3 GRÊMIO

Estádio: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Data/hora: 8/5/2011 – 16h
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison (RS) e José Javel Silveira (RS)

Cartões amarelos: Tinga, Rodrigo, Bolatti, Bolívar, Nei (INT); Fernando, Neuton (GRE)
Cartões vermelhos: Escudero, 44′/2ºT (GRE)

Gols: Andrezinho, 8′/1ºT (1-0); Júnior Viçosa, 38′/1ºT (1-1); Leandro, 1′/2ºT (1-2); Leandro Damião, 36′/2ºT (2-2); Júnior Viçosa, 41′/2ºT (2-3)

INTERNACIONAL: Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kléber; Bolatti, Tinga, Andrezinho e D’Alessandro (Oscar, 14′/2ºT); Rafael Sóbis (Cavenaghi, 14′/2ºT) e Leandro Damião. Técnico: Falcão

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Mário Fernandes, Vilson, Rodolfo (Neuton, 15′/2ºT) e Gilson; Fábio Rochemback, Fernando, Escudero e Douglas (Lúcio, 23′/2ºT); Leandro (Lins, 33′/2ºT) e Júnior Viçosa. Técnico: Renato Gaúcho.

Com gols-relâmpago, Inter é eliminado da Libertadores

Colorado levou dois gols em cinco minutos, cedeu virada e deu adeus ao sonho do tricampeonato

O inesperado aconteceu. Com dois gols-relâmpago na volta do segundo tempo, o Internacional cedeu a virada e foi derrotado pelo Peñarol por 2 a 1 no Beira-Rio, nesta quarta-feira, dando adeus ao sonho do tricampeonato da Copa Santander Libertadores. Agora o Colorado terá de focar na disputa da final do Campeonato Gaúcho, neste domingo, quando encara o Grêmio.

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A vitória colorada parecia desenhada logo no primeiro minuto, quando Oscar recebeu bom passe pela meia esquerda e bateu no canto para abrir o placar. Contudo, o Peñarol não sentiu o baque e aos pouco começou a se organizar. Mesmo com a vantagem, o técnico Falcão estava agitado na beira do campo, parecendo que previa o pior.

Os visitantes ganharam terreno de jogo e criaram mais oportunidades de ataque, enquanto o Inter não conseguia mais trocar passes pelo meio como fizera nos primeiros minutos. A solução foi abrir o jogo e explorar as laterais, o que fez aumentar o ritmo da partida.

O segundo gol colorado quase saiu em uma bela tabela entre Bolatti e Leandro Damião, que encontrou Kleber na esquerda livre. Mas o lateral pegou muito mal na bola e isolou. O erro custaria caro minutos depois.

Na volta para o segundo tempo, a surpresa. Em cinco minutos o Peñarol virou a partida. Aos 15 segundos, Martinuccio aproveitou o cochilo da defesa colorada e empatou. Ainda sem entender o que havia acontecido, o Colorado levou o segundo golpe: Oliveira de cabeça virou.

De nada adiantou as mudanças de Falcão, que colocou Ricardo Goulart e Tinga, sacando Andrezinho, que pouco fez, e Oscar, autor do gol. O desespero bateu, e aquele Inter que tocava a bola ficou no vestiário, dando lugar a uma equipe desordenada, que não teve forças para reagir. Rafael Sóbis ainda entrou no lugar de nei para tentar um milagre, mas a primeira derrota de Falcão veio em hora errada. O Inter se despediu da Libertadores.

FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 1 X 2 PEÑAROL (URU)

ESTÁDIO: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
DATA E HORA: 19h30
ÁRBITRO: Enrique Osses (CHI)
CARTÕES AMARELOS: D’Alessandro, Nei (Internacional), Freitas, Domingo (Peñarol);
GOLS: Oscar (1-0), ao 1′/1ºT; Martinuccio (1-1), ao 1′/2ºT; Oliveira (1-2), aos 5′/2ºT

INTERNACIONAL: Renan, Nei (Rafael Sóbis), Bolívar. Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Ricardo Goulart) e D’alessandro; Oscar (Tinga) e Leandro Damião.

PEÑAROL: Sosa, González, Valdez (Albín), Rodriguez, Dario Rodriguez, Freitas, Aguiar, Corujo, Mier (Domingo), Martinuccio (Torres) e Olivera.

Inter vence nos pênaltis, ganha returno e força dois superclássicos


Colorado empata por 1 a 1 com o Grêmio no tempo normal, mas vence nas cobranças, por 4 a 2, e ganha o returno

O Inter teve o poder da multiplicação ao superar o Grêmio nos pênaltis na tarde deste domingo, no Beira-Rio, após empate por 1 a 1 no tempo normal. Foi múltiplo em campo, com um time mais bem distribuído, mais criativo, mais agrupado. Pluralizou seu bom momento e a instabilidade do rival, consequências naturais de um clássico sem igual – não tente convencer um gaúcho do contrário. E, acima de tudo, transformou um Gre-Nal em três. A conquista do título do returno pelos colorados assegurou a realização de dois superclássicos para a definição de quem manda no Rio Grande do Sul.
O gol do Inter foi marcado por Leandro Damião, no primeiro tempo, em lance polêmico. Júnior Viçosa empatou no segundo tempo. Mas o Inter levou a melhor nos pênaltis, por 4 a 2, com gols de D’Alessandro, Damião, Kleber e Rodrigo. O Grêmio fez com Rochemback e Adílson, mas errou com Borges, que chutou por cima, e Fernando, que parou na defesa de Renan.
A partida reuniu pela primeira vez os maiores ídolos da história dos dois clubes, ambos agora treinadores. Paulo Roberto Falcão e Renato Gaúcho travaram um duelo de estratégia. Os dois modificaram a forma habitual de suas equipes jogarem. O comandante colorado levou a melhor. O Inter foi superior em campo. Só perdeu o controle do jogo com a expulsão de Guiñazu na etapa final.
Os Gre-Nais decisivos serão nos dois próximos domingos, primeiro no Beira-Rio, depois no Olímpico. Antes, é preciso pensar na Libertadores. Na quarta-feira, os colorados recebem o Peñarol, e os tricolores visitam o Universidad Católica.
Euforia vermelha se confunde com ira azul: 1 a 0 pro Inter no primeiro tempo
Aos 23 minutos do primeiro tempo, em um Beira-Rio quase tomado de vermelho e azul, enquanto Leandro Damião fazia festa, todos os jogadores do Grêmio tentavam dar um jeito de pegar o árbitro pelas orelhas e arremessá-lo no fosso do estádio. Um segundo antes, o centroavante do Inter havia vencido Rodolfo no corpo, havia visto o defensor se espatifar no gramado, havia recuperado a bola, havia concluído com um toque precioso por cima de Marcelo Grohe. Antes mesmo de a bola cruzar a última linha tricolor e ir beijar a rede, os atletas do time visitante urravam um pedido de falta do camisa 9 rival. Márcio Chagas da Silva nada marcou. A euforia vermelha se confundiu com a ira azul. Era o gol do Inter.
Era um gol que, separada a polêmica do lance, o Inter mereceu. Os colorados foram bastante superiores aos rivais no primeiro tempo. Paulo Roberto Falcão montou sua equipe em um esquema diferente do habitual, com três criadores – Andrezinho pela esquerda, Oscar pela direita e D’Alessandro livre para circular pelo meio. No Grêmio, Renato Gaúcho foi precavido. Criou um 3-6-1, com Vilson na zaga e três volantes acompanhando Douglas no meio.

Leandro Damião comemora gol do Inter contra o Grêmio (Foto: Jefferson Bernardes / VIPCOMM)
Os primeiros instantes foram de supremacia do Inter. Com dez minutos, o time colorado chegou três vezes na frente com relativo perigo. Damião chutou fraco. Rodrigo cobrou falta para fora. Andrezinho cabeceou por cima.
O Grêmio, quando respondeu, o fez bem. Gilson apareceu pela esquerda e mandou uma pancada em diagonal. Renan espalmou.
Mas o lance não abalou o time da casa. O Inter seguiu superior. Criou chances repetidas vezes, embora elas não tenham sido das mais ameaçadoras. Andrezinho infernizou pelo lado esquerdo. A zaga do Grêmio deve ter pensado em levantar uma daquela plaquinhas com o rosto do jogador, um valor de recompensa embaixo e um recado na parte de cima: procurado. Aos 21 minutos, ele chutou por cima. Aos 34, bateu falta, e Grohe pegou. Aos 46, bateu colocado, novamente com perigo. E foi dele o passe para o gol de Damião.
Renato Gaúcho mexeu em sua equipe ainda no primeiro tempo. Tirou Willian Magrão e colocou o atacante Leandro. Assim, transformou o 3-6-1 em 3-5-2. A mudança não teve força para dar controle ao Grêmio, mas ao menos rendeu uma chance. O guri de 17 anos recebeu lançamento de Rodolfo, entrou na área pela direita e quase empatou. O chute foi parar na rede, mas por fora.
Grêmio equilibra jogo e busca o empate
O início do segundo tempo manteve a supremacia vermelha. Renato Gaúcho se viu obrigado a fazer mais uma mudança, já que Gabriel se lesionou. O volante Fernando foi a campo, e Vilson passou para a lateral direita. Enquanto se reorganizava, o Tricolor viu seu rival criar novas chances de gol. Tinga errou conclusão dentro da área. D’Alessandro mandou pancada de fora, e Grohe espalmou.
Aos poucos, o Grêmio conseguiu dominar o calor do Inter na partida. E equilibrou de vez as ações ao ver Guiñazu ser expulso. O argentino deu um de seus tradicionais carrinhos e levou o cartão amarelo. Já tinha um. Foi para a rua.
Falcão teve que reconstruir seu sistema de marcação. Primeiro, entrou Wilson Matias no lugar de Oscar; depois, Juan na vaga de Andrezinho. O Inter se encolheu. Virou a hora de o Grêmio forçar a barra em busca do gol.
Foi fundamental a entrada de Júnior Viçosa. A ousadia de Renato foi determinante. O treinador tirou Vilson e colocou o atacante. Aos 41 minutos, após confusão dentro da área, o atleta saído do banco completou para o gol. Era o empate. Era o renascimento do Grêmio. Era a chance de o Tricolor ser campeão gaúcho já neste domingo.
O jogo explodiu em tensão. Leandro Damião fez fila na zaga gremista e só parou em Marcelo Grohe. Na resposta, Viçosa ficou livre para virar, mas a zaga abafou. Jogaço!
Mas passou o tempo, acabou o jogo. Restavam os pênaltis, o drama em seu nível máximo, a situação mais inadjetivável para um gaúcho – e tente dizer a algum deles que existe algo superior a um Gre-Nal.
INTERNACIONAL 1 X 1 GRÊMIO
Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Guiñazu, Tinga, Andrezinho (Juan) e D’Alessandro; Oscar (Wilson Matias) e Leandro Damião. Marcelo Grohe, Rafael Marques, Vilson (Júnior Viçosa) e Rodolfo; Gabriel (Fernando), Fábio Rochemback, Adílson, Willian Magrão (Leandro), Douglas e Gilson; Borges.
Técnico: Paulo Roberto Falcão Técnico: Renato Gaúcho
Gols: Leandro Damião, aos 24 minutos do primeiro tempo; Júnior Viçosa, aos 41 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Gilson, Rafael Marques, Adílson (Grêmio); Guiñzu (Inter). Cartão vermelho: Guiñazu (Inter).
Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Data: 01/05/2011. Árbitro: Márcio Chagas da Silva. Auxiliares: Altermir Hausmann e José Antônio Chaves Franco Filho. Público: 33.634.

Leandro Damião salva o Inter de derrota no Uruguai

Colorado saiu em desvantagem, mas empatou com o Peñarol, no primeiro encontro entre as equipes pelas oitavas da Libertadores

O Internacional encontrou muita dificuldade diante do Peñarol, no Estádio Centenário, em Montevidéu (URU). Nesta quinta-feira, o Colorado saiu em desvantagem no placar, mas Leandro Damião marcou o gol de empate na segunda etapa e salvou o time de uma derrota no primeiro confronto entre as equipes, que terminou em 1 a 1, pelas oitavas de final da Copa Santander Libertadores.

Agora o time de Falcão pode empatar por 0 a 0 na partida de volta, no Beira-Rio, para se classificar. O reencontro com os uruguaios acontece na próxima quarta-feira.

A vida do Internacional não começou tranquila. O Peñarol adiantou a marcação e, com ajuda do péssimo estado do gramado, impediu que o Colorado saísse jogando com tranquilidade. Os donos da casa foram no embalo da torcida e poderiam ter aberto o placar em pelo menos duas oportunidades claras. Sorte do Inter que Renan estava bem colocado para evitar o pior (em uma delas à queima roupa).

Falcão prometeu que o Inter iria ter uma postura ofensiva, apesar de jogar no imponente Centenário. Só que o treinador não entra em campo e o Colorado passou a primeira metade do primeiro tempo em busca do contra-ataque perfeito.

Em um deles Leandro Damião recebeu em velocidade e foi derrubado quando ia entrar na área. O atacante deu um susto ao sair com dores no ombro direito, mas retornou. No mesmo lance, o árbitro foi econômico e não expulsou o zagueiro Valdez. Preferiu dar o amarelo.

O acerto da equipe veio com o passar do tempo e o Inter tomou conta das principais ações do jogo.

Mas o Colorado deu espaço para o contra-golpe dos uruguaios. E foi através dele que o gol do Peñarol saiu. Martinuccio escapou pela esquerda e deixou Corujo na boa, na marca do pênalti, para abrir o placar. Ele não desperdiçou: 1 a 0, aos 36 minutos.

Impotente diante da retranca do Peñarol, o Inter chegou ao intervalo sem conseguir diminuir o prejuízo. E ainda continuou a dar espaço nos contra-ataques.

Na volta para a etapa final, Falcão resolveu abandonar de vez as duas linhas de quatro: tirou Sobis e colocou Oscar. Mas o efeito não foi o esperado. A partida ficou morna, sem lances de perigo para ambos os lados.

O Inter tentou acionar Leandro Damião com cruzamentos, mas não achou brecha. O camisa 9 era mesmo a melhor solução para o Colorado. Ele provou isso aos 20 minutos de jogo, quando recebeu na intermediária e mandou para o gol. A bola desviou no meio do caminho e encobriu o goleiro Sosa. Euforia do time brasileiro e silêncio entre os torcedores uruguaios presentes no Centenário.

Depois do gol, o Inter até se animou e manteve o controle da partida. Mas a velocidade nas jogadas estava baixa, o que facilitou a neutralização da defesa uruguaia. O confronto em Montevidéu terminou empatado. Não era o que o Inter esperava, mas a classificação está bem encaminhada.

PEÑAROL (URU) 1 X 1 INTERNACIONAL
LOCAL: Estádio Centenário, Montevidéo (URU)
DATA: 28/4/11
CARTÕES AMARELOS: Valdez, Freitas, D. Rodríguez e Martinucci(PEN); Tinga (INT)
GOLS: Corujo, 36′/1ºT (1-0); Leandro Damião, 20′/2ºT;

PEÑAROL: Sosa; González, Valdez, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Matías Corujo, Freitas, Luis Aguiar e Matías Mier (Estoyanoff, 24′/2ºT); Pacheco (Alonso, 33′/2ºT) e Martinuccio. Técnico: Diego Aguirre.

INTERNACIONAL: Renan; Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Tinga, 33′/2ºT) e D’Alessandro; Rafael Sobis (Oscar, intervalo) e Leandro Damião.

Em jogo de golaços, Inter bate Ju e confirma Gre-Nal

Colorado faz 2 a 1 no time da casa e está na final da Taça Farroupilha 

Mais um grande jogo no Gauchão. Após o Grêmio se classificar para final em embate com o Cruzeiro, o Inter passou pelo Juventude com um a menos e confirma o Grenal na decisão da Taça Farroupilha. A vitória em Caxias do Sul por 2 a 1 deixa o Colorado em condições de definir a competição dentro do Estádio Beira-Rio, a princípio no próximo domingo. O clássico será o primeiro da maratona de cinco que podem acontecer. 

Se Grêmio e Cruzeiro fizeram um jogo eletrizante pela primeira semifinal, Juventude e Inter parecem ter ficado com ciúmes. A vaga para a final parecia o prato de comida dos jogadores do time do interior gaúcho. E a fome era grande. Cinquenta segundos de partida e duas faltas cometidas pelo Ju. Pelo lado colorado, Falcão surpreendeu e escalou Oscar como substituto de D’Alessandro.

A primeira chegada mais forte do jogo aconteceu aos seis minutos, também do time da casa. Júlio Madureira, artilheiro da equipe com 11 gols, recebeu cruzamento na área colorada e cabeceou à direita do gol defendido por Renan. Apesar do lance, o Inter era melhor no jogo e dominava as ações. Só que não conseguia transpor a marcação forte caxiense.

Os meias colorados erravam muitos passes e complicavam a criação colorada. Era preciso a presença dos volantes passando da linha da bola. Até o momento, o Ju apenas marcava. Na primeira jogada armada, Nei e Oscar tabelaram. O lateral direito acionou Bolatti, pelo meio, como necessário, chegando na frente. O argentino dominou no peito aos 19 minutos, na meia direita, e soltou a bomba. Sem chance alguma para Jonatas, a bola dormiu no ângulo direito do goleiro. Golaço.

Dono da casa, o Juventude evidentemente não queria deixar a classificação para a final escapar tão facilmente. Se jogou a frente e passou a marcar a saída de bola do adversário com mais afinco. E empatou após o autor do gol colorado fazer uma falta na intermediária. Fred, zagueiro, bateu forte e no ângulo. Oito minutos depois o Juventude igualou tudo.

O gol desesperou os jogadores do Inter. E o Juventude cresceu. Tentou de fora da área com Cristiano e teve chance clara com Júlio Madureira, impedido. Mas o final do primeiro tempo teve o Colorado melhor no jogo, desperdiçando chances com Andrezinho, bloqueado dentro da área, e Rafael Sobis, em cobrança de falta por cima.

No vestiário, a orientação de Falcão foi de o Inter se postar mais ofensivamente. Kleber se desgarrou da primeira linha de quatro jogadores e auxiliava Oscar sobre Anderson Pico. O meia, mesmo sem ritmo, era o melhor do Inter na partida e passou em diversas oportunidades pelo lateral direito alviverde no segundo tempo.

Com a postura vermelha, o Ju se acuou em seu campo. Em chance aos nove com Leandro Damião, sua primeira finalização na partida, depois aos 11 e 12, o Colorado levou perigo ao dono da casa. O contra-ataque era a arma alviverde, mas o Inter se defendia bem. Aos 14, um lance inacreditável. Oscar cobra escanteio, o goleiro divide com Damião e a bola sobra para Rodrigo, que acerta o travessão. No rebote, Bolívar cabeceou e Ramiro, de bicicleta, tirou sobre a linha. Surreal.

A pressão colorado continuava. Em outra jogada sobre Anderson Pico, Oscar rouba bola, dribla dois marcadores e com açúcar chuta. A bola ruma o ângulo, mas toma algum vento da Serra Gaúcha e se choca com o travessão. No lance seguinte, aos 20, Bolatti complica as coisas para o Colorado. Tenta driblar o marcador sobre a linha do meio-campo, perde e põe a mão na bola. Cartão vermelho.

Imediatamente, Falcão recompôs o meio-campo e colocou Tinga no lugar de Rafael Sobis. Oscar foi quem continuou sendo o motor do time do Inter e até cansar e ser substituído era o principal jogador da partida. O Juventude se soltou um pouco mais, e passou a dominar o jogo.

Só que aí apareceu Leandro Damião. Ele correu atrás de lançamento no fundo do campo, pela direita, sozinho contra a zaga do time caxiense. Na frente do marcador, o centroavante deu uma lambreta e, antes do goleiro, conseguiu dar toque para Tinga. O volante dividiu com o goleiro e a zaga e fez o segundo para o Colorado em partida que se tornava muito complicada. Outro golaço, agora aos 33 minutos do segundo tempo. 

Os minutos finais do decisão foram de um time da casa tentando romper a barreira formada pelo adversário, enquanto Inter se defendia e tentava passar o tempo com a bola nos pés. Aos 41, Cristiano quase fez para o Ju. Mas a pressão não deu resultado, e o Inter segurou a vitória. 

FICHA TÉCNICA

JUVENTUDE 1 X 2 INTER

Data/hora: 24/04, às 16h

Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul

Árbitro: Jean Pierre Gonçalves, auxiliado por Marcelo Bertagna Barison por Tatiana Jacques de Freitas

Gols: Bolatti, aos 19 minutos do primeiro tempo e Tinga, aos 33 minutos do segundo tempo; Fred, aos 27 minutos do primeiro tempo

Cartões amarelos: Bolatti (I) Fred (J)

Cartão vermelho: Bolatti (I)

Juventude: Jonatas; Anderson Pico, Rafael Pereira, Fred e Alex Telles; Umberto, Jardel, Ramiro(Celsinho 42′/2ºT) e Cristiano; Júlio Madureira(Rafael Aidar 29’/2ºT) e Zulu. Técnico: Picoli

Inter: Renan; Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho e Oscar(Zé Roberto 30’/2ºT); Rafael Sobis(Tinga 22’/2ºT) e Leandro Damião. Técnico: Falcão.

Inter deixa Falcão sonhar: vitória e classificação no Beira-Rio

Colorado não tem grande atuação, mas vence o Emelec por 2 a 0, vai às oitavas de final e mantém sonho do ídolo

Foram 31 anos de alegrias e tristezas, de Gamarra, Fabiano, Fernandão e Gabiru, de euforia em Yokohama e depressão em Abu Dhabi, de idas e vindas na história do Inter até que Paulo Roberto Falcão vestisse vermelho outra vez para reencontrar a Libertadores. E ele pode continuar sonhando. Agora como treinador, o ídolo colorado viu o time gaúcho vencer o Emelec por 2 a 0 na noite desta terça-feira, no Beira-Rio, e avançar às oitavas de final de uma disputa que Falcão, como jogador, perdeu na decisão em 1980.

O Inter não foi bem. Especialmente no primeiro tempo, apresentou pobreza no ataque, leque gasto de ações ofensivas, variedade quase nula de alternativas para desmantelar a defesa rival. Mas melhorou na etapa final. E fez os gols com Rafael Sobis e Leandro Damião.

O resultado deu aos colorados a primeira colocação do Grupo 6 da Libertadores, com 13 pontos. O Jaguares, apesar da derrota de 2 a 1 para o Jorge Wilstermann na Bolívia, avançou como segundo colocado. O Emelec foi eliminado.

O Inter aguarda o fechamento da rodada para saber quem enfrentará nas oitavas de final. Antes, tem Campeonato Gaúcho. No domingo, visita o Juventude em busca de vaga na decisão de returno do estadual.

Quando nem D’Alessandro vai bem…

Parece que o mundo resolveu interromper sua rotina quando nem D’Alessandro consegue ir bem. Teve algo de estranho escancarado em cada ação do craque do Inter no primeiro tempo, como a gritar que aquele não seria um jogo normal. Ele não foi o criador que sempre é. Não teve as vitórias pessoais que sempre tem. Não distribuiu o encanto que sempre distribui. O ar do Beira-Rio pesou temores. E o camisa 10 chegou a ouvir resmungos das arquibancadas.

Esteve desenhada, na atuação do argentino, a pobreza vermelha nos 45 minutos iniciais contra o Emelec. O Inter pouco fez. As duas linhas de quatro, por vezes desvirtuadas pela impaciência do time em busca do gol, não renderam agressividade ofensiva. O tempo de chegada dos gaúchos ao ataque foi sempre menor do que o tempo de recomposição defensiva dos equatorianos. Aí teve balão, teve chutão, teve inversão de uma ponta a outra. Teve tudo que Falcão não quer.

Andrezinho, com um minuto de jogo, deu a falsa impressão de que o Inter esmagaria o adversário. Ele cobrou falta com perigo, e o goleiro do Emelec quase soltou a bola na cabeça de Rodrigo. Mas tudo não passou de uma ilusão, de uma miragem. Houve momentos em que os visitantes mais incomodaram do que foram incomodados. Jogadas de bola aérea se repetiram.

O Beira-Rio soltou suspiros coletivos de alívio em cada intervenção de Renan, em cada subida de Bolívar ou Rodrigo, em cada bola que ia para fora. José Quiñónez, de cabeça, quase marcou. Gimenez, pegando rebote na entrada da área, fez os torcedores fecharem os olhos nas arquibancadas.

O Inter também teve suas chances. Kleber mandou cruzamento precioso, no peito de Damião. Livre, o centroavante não conseguiu manter a bola sob seu controle. Não foi possível concluir a gol. Andrezinho, de cabeça, também deu alguma esperança. Vã. Era um primeiro tempo de 0 a 0.

Quando a torcida resolve jogar junto…

A bola estava parada no centro do campo, à espera do apito do árbitro, para voltar a rolar. De repente, foi ganhando forma um barulho, um urro coletivo, seguido de aplausos, de cantoria. “Inter! Inter! Inter!”, gritaram os colorados nas arquibancadas. Depois de um primeiro tempo tão ruim, a torcida mandou um recado: estaria ao lado do time na etapa final.

A reação dos colorados não fez o time jogar melhor. O Inter seguiu mal nos minutos iniciais do segundo tempo. Mas com a mais radical das diferenças: o gol. Foi aos sete minutos. E com a participação de D’Alessandro. Foi o meia quem arquitetou o cruzamento pela esquerda. A bola passou por Leandro Damião e chegou até Rafael Sobis, o dono da conclusão final. Ele estava um pouco adiantado, mas o gol valeu. Ufa…

O gol deixou o Inter mais leve. Chances foram criadas com maior naturalidade do que antes de a rede balançar. D’Alessandro, em linda jogada iniciada por ele mesmo, mandou chute perigoso. Quase. Leandro Damião, em chute rasteiro, fez Klimowicz trabalhar. Por pouco. Kleber, após conclusão do centroavante, desperdiçou chance clara. Detalhes.

Uma hora a bola voltaria a entrar. E foi com Leandro Damião. Aos 38 minutos, Guiñazu avançou com a bola e resolveu arriscar a gol. O goleiro deu rebote, e o centroavante completou. Aí estava morta a disputa. Era só deixar o tempo passar. Era só deixar Falcão sonhar. Mais de duas décadas depois, o ídolo segue em busca da Libertadores perdida.

INTERNACIONAL 2 X 0 EMELEC
Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho e D’Alessandro; Rafael Sobis (Cavenaghi) e Leandro Damião (Zé Roberto). Javier Klimowicz, Carlos Quiñónez (Valência), Pedro Quiñónez, Gabriel Achilier e Óscar Baguí; José Quiñónez, Fernando Gaibor (Strahman), Quiróz e Fernando Gimenez; Cristian Menéndez e Walter Iza (Caicedo).
T: Paulo Roberto Falcão T: Omar Asad
Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Data: 19/04/2011. Árbitro: Oscar Ruiz (Colômbia). Auxiliares: Eduardo Díaz (Colômbia) e Rafael Rivas (Colômbia).
Gols: Rafael Sobis, aos sete, e Leandro Damião, aos 38 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Achilier, Menéndez (Emelec); Leandro Damião, Kleber (Inter).

Falcão revela que já foi convidado para treinar o Grêmio

Foi no início de 2001, e para o lugar de Celso Roth. ‘Não tem como: minha praia é aqui no Internacional’, diz o treinador

Paulo Roberto Falcão de azul, preto e branco. Parece tão inimaginável quanto Renato Gaúcho de vermelho e branco. E Falcão concorda. Nesta sexta-feira, o técnico do Inter revelou que já foi convidado para treinar o Grêmio. E não aceitou. O ídolo colorado não confirmou a data, mas foi no início de 2001. E a curiosidade: justamente para substituir a Celso Roth.

Falcão disse que levou em consideração sua história no Inter ao dar a resposta para o clube do Olímpico. Ele viu como sinal de respeito o convite do rival.

- Eu fui convidado para treinar o Grêmio e não aceitei. O Internacional faz parte da minha história. Como jornalista, na época, foi a maior prova de imparcialidade que tive ser convidado pelo Grêmio. Minha relação com o Internacional é de 16 anos. Fiz escolinha, mirim B, infantil B, infantil A, juvenil, profissional. Tenho uma identificação muito forte com o Internacional. Acho que consegui ser muito imparcial. Mas hoje sou bem parcial. Estou no clube onde me criei. Quero fazer história como treinador. Não sei se vou conseguir, mas é o que quero – disse Falcão.

A revelação de Falcão surpreendeu. Depois, ele não quis dar mais detalhes sobre o assunto.

- Isso é tão antigo. Até esqueci isso. O que mais me marcou ali foi a condição de imparcialidade. Com toda minha história no Internacional, me convidaram para trabalhar no Grêmio. Mas não tem como. Minha praia é aqui no Internacional.

Falcão estreia pelo Inter neste sábado. Às 18h30m, o Colorado recebe o Santa Cruz no Beira-Rio. Vale vaga nas semifinais do segundo turno do Campeonato Gaúcho.

Inter de Falcão marca no 4-4-2, em linha, e ataca no 4-3-3

Quando defende, time forma uma linha com os meio-campistas. Ao atacar, D’Alessandro vira quase ponteiro

Falcão prometeu inovações táticas no Inter. E começa a cumpri-las. No primeiro treinamento aberto do novo técnico colorado, ficou evidente a mudança estratégica promovida por ele na comparação com os tempos de Celso Roth. Agora, o time vermelho marca no 4-4-2 e ataca no 4-3-3.

O meio-campo de Roth tinha cinco homens: dois volantes e três meias. Agora, são quatro, e eles ficam em linha. No treino desta quinta-feira, ficou assim a ordem, da direita para a esquerda: Andrezinho, Bolatti, Guiñazu e D’Alessandro. Mas isso acontece quando a equipe defende. Na hora de atacar, o camisa 10 parte em disparada pelo lado esquerdo. Vira quase um ponteiro. Leandro Damião atua centralizado, e Rafael Sobis cai pela direita.


A mudança tática aumenta a exigência sobre D’Alessandro. O raio de ação dele é bem mais amplo. Vai do campo de defesa, onde compõe a linha de quatro meias, até a ponta do campo, onde atua como atacante.

- Ele pediu para nós, sem a bola, não dar espaço entre ataque, meio e defesa. Todos têm que estar próximos. O meio-campo tem que estar próximo do ataque, e a defesa próxima do meio-campo, para não deixar buraco. Com a bola, ele pediu muita posse. Ele não gosta de chutão, não gosta que nosso time saia com jogadas longas – disse o meia Andrezinho.

No treino desta quinta, Falcão mostrou ser um treinador de voz tranquila, bem diferente do que acontecia com Roth. Ele orienta o time de tempos em tempos, mas prefere falar quase no ouvido dos atletas, sem grandes gritos.

O time titular do Inter no treino teve Lauro, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Andrezinho, Bolatti, Guiñazu e D’Alessandro; Rafael Sobis e Leandro Damião. Depois, Zé Roberto entrou no lugar de Andrezinho.

Índio virou reserva. No início do treino, ele levou uma pancada e deixou a atividade. Nada sério, porém. Oscar, por dores no tornozelo, também não treinou. Rafael Sobis fez um bonito gol de falta no treino.

Bolívar revela motivação do elenco para dar título inédito a Falcão

Zagueiro destaca a satisfação de trabalhar com um profissional tão representativo para a história do Colorado


Na entrevista de apresentação, na segunda-feira, Falcão ressaltou que conquistou títulos importantes pelo Inter, mas não a Libertadores. Esta seria então sua grande meta na nova passagem pelo clube. E os jogadores querem usar essa motivação do comandante para tentar alcançar o tri da América nesta temporada.

- As equipes em que ele atuou eram grandes. O Falcão mesmo citou que o destino não trouxe sorte maior para ganhar algo assim. Mas a gente fica feliz pela motivação dele, por não ter tido o gostinho disso. Vamos procurar ajudá-lo com mais um título – afirmou o zagueiro Bolívar.

O defensor reiterou a importância de trabalhar com um técnico que é tão representativo para o clube, como Falcão.

- Particularmente, é uma satisfação muito grande. Você começa a olhar para os quadros no Beira-Rio e sempre tem uma imagem do Falcão. Hoje, do outro lado, o treinador tem a expectativa de alcançar um título que nunca teve. Todos os jogadores estão contentes com a chegada dele – acrescentou.

O zagueiro evita falar em esquema tático ou adiantar qualquer mudança. No entanto, garante que o discurso de “atuar com alegria” está sendo passado ao grupo.

- O Falcão procurou passar para a gente que futebol precisa ter alegria. Temos jogadores de qualidade para fazer isso dentro de campo. E com a posse de bola, precisamos ter agressividade – opina.

Falcão estreará como comandante do Inter no sábado diante do Santa Cruz. A partida será válida pelas quartas de final da Taça Farroupilha.

Intimidade com a bola, compactação, posse: o primeiro dia de Falcão

Técnico conversa com os jogadores, faz treino de posicionamento e depois acompanha atletas em cobranças de falta

Já era noite em Porto Alegre, e colorados se aglomeravam nas muretas do anel inferior do Beira-Rio, quando Paulo Roberto Falcão encerrava, nesta terça-feira, seu primeiro treino como técnico do Inter. Foi um dia de conversa, de orientação tática e de demonstrações de intimidade com a bola, velha amiga do ídolo colorado. Começou a Era Falcão.

O treino foi marcado para as 16h. E começou perto das 17h. O intervalo foi ocupado pela primeira conversa entre Falcão e o elenco colorado, em uma sala do Beira-Rio. O treinador expôs aos atletas suas ideias centrais: acima de tudo, um time que seja ofensivo.

Aí o Inter foi para o campo, com o técnico munido de um café preto. E com portões fechados. Teve mais de uma hora de treino até que, às 18h10m, os portões fossem abertos. A torcida entrou gritando nas arquibancadas. Do outro lado do campo, Falcão treinava cobranças de falta. E mostrava intimidade com ela. Um jogador rolava, ele dominava e aí dava um passe de calcanhar para que outro jogador chutasse.

Antes disso, em privacidade, o treinador posicionou a equipe no sistema que ele pretende usar. A escalação é um mistério, mas deve ter poucas variações. No contato com os atletas, ele pediu compactação, posse de bola e agressividade ofensiva.

- Talvez ele tenha visto isso em alguns jogos. Ele pediu que nossa equipe fique mais compactada. E com posse de bola, algo que nossa equipe já tem como característica. Ele quer que a gente não perca isso, mas consiga ser agressivo – disse o lateral-esquerdo Kleber.

Falcão quer um time ofensivo. Isso está claro. Mas não significa que a marcação será minimizada. No primeiro treino, Falcão já pediu a união das duas valências: quer um time que marque forte e jogue bonito.

- É cedo para falar disso. Foi só um dia de treino. Pudemos saber qual a ideia de jogo, mas é muito prematuro. Creio que a função de marcar e de jogar será dos 11 jogadores. Todos marcamos e jogamos neste treino – comentou o volante Bolatti.

O Inter volta a treinar nesta quarta-feira, em dois turnos. Pela manhã, a atividade será mais física. À tarde, envolverá bola, e aí deve ser novamente com portões fechados. A estreia do novo treinador é no sábado, às 18h30m, no Beira-Rio, contra o Santa Cruz, valendo vaga nas semifinais do returno do Campeonato Gaúcho. Na terça, o Colorado duela com o Emelec, novamente em casa, pela Libertadores.

Falcão promete revolução no Inter: ‘Quero ver espetáculo’

Técnico avisa que criará um time que cause diversão em campo e conta com inteligência dos jogadores para isso

Vem aí uma revolução no jeito de o Inter jogar. Paulo Roberto Falcão, em seu primeiro dia no Beira-Rio, traçou um objetivo claro: criar um time que jogue bonito, que dê espetáculo, que encante. O treinador colorado sempre afirmou que estava disposto a dinamitar a mesmice do futebol, sempre com os mesmos esquemas, sempre com as mesmas estratégias. Chegou a hora de colocar em prática.

O treinador conta com os jogadores para isso. Nesta segunda-feira, a apresentação dele teve alguns dos principais atletas do elenco: Bolívar, D’Alessandro, Kleber, Tinga e Rafael Sobis. Falcão citou o treinador holandês Rinus Michel, o criador da Laranja Mecânica, que contou com a inteligência de seus atletas para criar um dos melhores times de todos os tempos.

- São as mesmas coisas de sempre. Eu tenho esse objetivo. Vou conseguir? Acho que sim. Eu não quero sofrer como vejo os companheiros sofrendo. Quero ver espetáculo. Isso não é ser irresponsável. Eu quero futebol leve. Quero ir para o túnel e me sentir pronto para me divertir com meus comandados. Acho que, para isso, temos que fazer algo diferente em esquema tático, algo que possa acrescentar. Se vou conseguir? Acho que sim. Tenho aqui cinco jogadores atrás de mim, e sinto que tenho um grupo inteligente. Perguntaram um vez para o Rinus Michel como ele fez aquele time, e ele disse que tinha cinco jogadores com QI acima da média – disse Falcão.

É possível que surja um 4-3-3 no Inter. Falcão, porém, promete um time equilibrado.

- Eu não acredito em futebol sem compactar. E isso exige tempo. Existem coisas enraizadas. Não é fácil. Se fosse fácil, todo mundo faria. Quero fazer um time um pouco mais compactado, que possa defender com qualidade e atacar também com capacidade. É uma questão de tempo. Vou em busca disso.


Falcão treinará o Inter pela primeira vez nesta terça-feira. A estreia dele é no sábado, contra o Santa Cruz, no Beira-Rio, pelas quartas de final do segundo turno do Campeonato Gaúcho.

Dirigente colorado, por ora, banca Celso Roth: ‘Neste momento, fica’

Vice de futebol, Roberto Siegmann diz que a prioridade atual é classificar a equipe para as oitavas de final da Libertadores

Um dia após a derrota para o Jaguares (vídeo ao lado), o momento é de reflexão ao trabalho de Celso Roth e também aos motivos que levaram os jogadores a oscilar de rendimento. Mesmo assim, o discurso na diretoria do Inter é pela permanência do treinador. Ao menos por ora.

- Neste momento, (o treinador) fica – disse o vice de futebol Roberto Siegmann, deixando o futuro em aberto.

Siegmann deixa claro que a grande preocupação da diretoria é garantir a classificação para as oitavas de final da Libertadores – o que dependerá da partida contra o Emelec, no dia 19, no Beira-Rio.

- O fundamental para mim não é resolver questão de técnico, mas sim a classificação. Qualquer solução que venha a ser adotada, leva em conta a possibilidade do Inter em passar de fase.

O dirigente também garantiu que analisará a opinião da torcida, que tem questionado o trabalho do treinador. Recentemente, um torcedor criou um site pedindo a demissão de Roth.

- Vamos analisando se têm fundamento (as críticas da torcida) e quais questões são apontadas – comentou Siegmann.

A delegação do Inter chega a Porto Alegre às 16h (de Brasília) desta sexta-feira. O grupo irá direto para o Beira-Rio para retomar os treinamentos.

Inter, perde a primeira na Libertadores: 1 a 0 para o Jaguares

Colorado tem atuação muito ruim no México, leva gol no segundo tempo e agora depende da última rodada para classificar

Era para pelo menos garantir classificação. Se possível, vencer e aumentar as chances de ter a melhor campanha geral da primeira fase da Libertadores. Mas deu tudo errado para o Inter nesta quarta-feira. Péssima atuação em Tuxtla Gutiérrez, no México, resultou em derrota de 1 a 0 para o Jaguares, e agora o Colorado depende de seu último jogo na fase de grupos, contra o Emelec, para avançar às oitavas de final.

O Inter esteve irreconhecível. Mal no primeiro tempo, conseguiu piorar no segundo. Só reagiu depois de levar o gol, em falha defensiva, mas não a ponto de buscar o empate. O gol de Salazar estacionou o time de Celso Roth em dez pontos no Grupo 6 da Libertadores. O Jaguares subiu para nove. O Emelec tem sete, mas enfrenta o Jorge Wilstermann nesta quinta-feira, na Bolívia, e também pode ir a dez – porém, o saldo é bem inferior ao dos vermelhos.

O revés praticamente extinguiu as chances de o Inter fazer a melhor campanha da Libertadores. Mas a classificação segue próxima. Se vencer o Emelec, o Colorado será o campeão de seu grupo. Se empatar, estará classificado, mas aí corre o risco de cair para segundo. O duelo com os equatorianos é no dia 19 de abril, no Beira-Rio.

Pior que o jogo, só a música

Foi daqueles jogos de tirar bocejo até do torcedor mais animado o primeiro tempo de Jaguares x Inter. Mais chata do que a partida, só a música que o sistema de som colocava a cada poucos segundos, sabe-se lá por que cargas d’água, como costuma acontecer em jogos de beisebol nos Estados Unidos. Dentro de campo, o time colorado jogou o suficiente para controlar os mexicanos durante quase o tempo todo. O 0 a 0 foi a consequência natural da falta de inspiração dos dois times.

O Jaguares havia publicado, em seu site oficial, que a vingança é um prato que se come frio. Mas a torcida não deu muita bola para a tentativa de motivação. Em um estádio quase vazio, o fator local só foi sentido por causa do forte calor, superior a 30 graus, em Tuxtla Gutiérrez. Mesmo assim, o Inter segurou bem a onda. Pouco ameaçou, mas também esteve longe de virar pressão.

O Inter foi a campo com a repetição do desenho de dois volantes e três meias. Assim, conseguiu, na metade inicial do primeiro tempo, ter a posse de bola. D’Alessandro, como de costume, foi o centro dos avanços colorados. Zé Roberto foi bastante participativo, mas não teve muita vitória pessoal. Oscar esteve discreto.

A melhor chance colorada foi com Leandro Damião. Aos 19 minutos, ele protegeu bem a bola dentro da área e mandou chute cruzado, rasteiro. O goleiro Villaseñor defendeu.

O Jaguares cresceu na metade final da primeira etapa. A reação foi anunciada quando Andrade, com 23 minutos, mandou um chute no travessão do Inter. A bola encobriu Lauro, que conseguiu tocar de leve nela, o suficiente para evitar o gol. Mais tarde, Torres também teve sua chance. Recebeu pela direita, livre de marcação, e mandou chute fraco. Lauro pegou.

Era ruim, ficou pior

Pior do que um empate em um primeiro tempo ruim é uma derrota em um segundo tempo péssimo. O Inter se perdeu de vez na volta do intervalo e acabou vazado pelo Jaguares. Os mexicanos, com as entradas de Manso e Salazar, cresceram muito na partida. E ainda contaram com uma ajuda do adversário para chegar ao gol.

Foi aos dez minutos. Nei, no campo de defesa, foi desarmado por Rodríguez, que avançou livre em direção à área. Ele acionou Salazar, marcado de perto por Índio. O giro sobre o zagueiro colorado ocorreu com uma facilidade assustadora. Aí foi só desviar de Lauro.

O Inter tentou reagir. Celso Roth tirou Oscar (talvez em sua pior partida pelo Inter) e colocou Rafael Sobis. Também mandou Andrezinho a campo no lugar de Zé Roberto. Os gaúcho ao menos passaram a criar chances. Guiñazu desarmou, avançou com a bola e mandou o chute, mas o goleiro pegou. Sobis arriscou de longe, por cima. Andrezinho arriscou por cobertura, mas o goleiro espalmou.

Roth ainda fez troca de utilidade questionável. Tirou Bolatti, colocou Wilson Matias. Andrezinho, em cobrança de falta, obrigou o goleiro mexicano a trabalhar novamente. Cabeceio de Leandro Damião foi a chance derradeira do Inter em uma quarta-feira negativa para os colorados.

JAGUARES 1 X 0 INTERNACIONAL
Israel Villaseñor, Miguel Martínez, Omar Flores, Oscar Razo e Jaime Durán; Alan Zamora (Salazar), Francisco Torres (Damián Manso), José Ruiz (Recodo), Edgar Andrade e Jorge Hernández; Jorge Rodríguez. Lauro, Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Bolatti (Wilson Matias), Guiñazu, Oscar (Rafael Sobis), D’Alessandro e Zé Roberto (Andrezinho); Leandro Damião.
T: José Guadalupe Cruz T: Celso Roth
Estádio: Victor Manuel Reyna, em Tuxtla Gutiérrez (México). Data: 06/04/2011. Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia). Auxiliares: Humberto Clavijo (Colômbia) e Javier Camargo (Colômbia).
Gol: Salazar, aos 10 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Leandro Damião (Inter).

Inter confirmado com só dois volantes. Oscar enfrenta o Jaguares

Celso Roth muda de ideia, faz treino aberto e confirma escalação colorada para partida desta quarta-feira

Está confirmado o time do Inter para o jogo desta quarta-feira, contra o Jaguares, no México, pela penúltima rodada do Grupo 6 da Libertadores da América. O Colorado irá a campo com dois volantes e três meias, mantendo seu desenho habitual nas últimas partidas. Com isso, Oscar começa o jogo ao lado de D’Alessandro e Zé Roberto no setor de criação, com o volante Wilson Matias entre os reservas.

Celso Roth pretendia fazer um treino fechado em Tuxtla Gutierrez no final da tarde desta terça-feira, mas mudou de ideia. A imprensa teve acesso à atividade, que mostrou a escalação vermelha para a partida desta quarta. O Inter irá a campo com Lauro, Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Oscar, D’Alessandro e Zé Roberto; Leandro Damião.

A partida começa às 19h30m (horário de Brasília) desta quarta-feira. Um empate garante o Inter nas oitavas de final da Libertadores. Se vencer o jogo, o Colorado seguirá forte na briga pela melhor campanha geral da primeira fase da competição continental.

Calor é adversário do Inter em jogo no México

Previsão é de temperatura em torno de 35 graus no jogo contra o Jaguares, nesta quarta, pela Libertadores

O Inter levou um susto com o calor que encontrou em Tuxtla Gutierrez, a cidade mexicana do jogo contra o Jaguares, nesta quarta-feira, pelo Grupo 6 da Libertadores. O elenco colorado treinou com temperatura de aproximadamente 35 graus na segunda. E a previsão é de que o mesmo aconteça no dia do jogo.

O calor será um problema, já que a partida começa às 17h30m na hora local (19h30m pelo horário de Brasília). A aridez no Sul do México fez os preparadores do Inter orientarem os atletas a ingerir muito líquido durante a passagem pelo local. Segundo a Rádio Gaúcha, o volante Rosinei, ex-jogador do Inter, atualmente no América do México, encontrou o elenco colorado no aeroporto da Cidade do México e disse a eles que Tuxtla Gutierrez foi uma das cidades mais quentes onde já atuou.

A isso, soma-se a longa viagem, de quase um dia inteiro, de Porto Alegre até a cidade do jogo, com conexões em São Paulo e na Cidade do México. Até Guiñazu cansa.

- Cansa, sim. Não tem como não cansar. Mas nosso time tem disposição. Teremos um tempinho para descansar – afirmou o volante.

O Inter lidera o Grupo 6 da Libertadores, com dez pontos, à frente do Emelec, que tem sete, do Jaguares, com seis, e do já eliminado Jorge Wilstermann, zerado. Um empate nesta quarta-feira já garantirá classificação ao time brasileiro.

Roth confirma D’Ale e Oscar no time misto que deve pegar o Lajeadense

Dirigente havia anunciado mais cedo a escalação da dupla. Nei, Índio, Kleber e Guiñazu serão poupados neste sábado

O Inter terá um “mistão quente” para a partida deste sábado, às 18h30m, diante do Lajeadense, pela penúltima rodada da Taça Farroupilha. Somente Nei, Índio, Kleber e Guiñazu serão poupados do jogo no Estádio Florestal. Desta forma, os torcedores poderão conferir novamente D’Alessandro e Oscar juntos, conforme havia anunciado pelo vice de futebol Roberto Siegmann, pelo Twitter.

O Inter deverá enfrentar o Lajeadense com Lauro; Daniel, Bolívar, Rodrigo e Juan; Wilson Matias, Bolatti, D’Alessandro, Oscar e Zé Roberto; Leandro Damião. A ideia de preservar os quatro atletas visa ao compromisso da próxima quarta-feira, diante do Jaguares, no México, pela Libertadores. Para o jogo pelo Campeonato Gaúcho, o técnico Celso Roth relacionou 18 atletas. Índio viajará, mas iniciará no banco.

- Os quatro estão fora por motivos diferentes. Temos que dar uma segurada no Guiñazu, que já conta com cinco partidas em sequência, e ele fica brabo por isso. Por ele, não pararia nunca. O Kleber ainda vem sentindo o joelho, e atuou em duas partidas seguidas. Já o Nei tem um problema crônico. Estamos segurando ambos para que possam estar cem por cento para quarta-feira – explicou Roth.

Após a partida contra o Lajeadense, o Inter já treinará na manhã de domingo, no Beira-Rio. Na parte da tarde, o grupo já inicia a viagem para o México, para a partida de quarta diante do Jaguares, pela Libertadores.

Tinga

Enquanto rolava um rachão descontraído na tarde desta sexta-feira, no gramado suplementar do Beira-Rio, Tinga ficou cerca de 20 minutos ao lado da trave esquerda da baliza em que estava Lauro. Bem-humorado, não faltavam “cornetas e orientações” para os demais colorados. Mas também não faltou trabalho para Tinga. O meia correu ao redor do gramado.

Tinga trabalha para se recuperar de uma lesão muscular na coxa direita. De acordo com Elio Carraveta, na próxima semana, o jogador deverá retomar a preparação física. A tendência é que esteja disponível para Celso Roth em duas semanas.

D’Ale defende liberdade criativa e diz que jamais marcará feito volante

Celso Roth afirma que meias precisam ser mais participativos, e jogador diz que marcação não é função principal de atletas como ele e Oscar

 

Depois da vitória de 3 a 0 sobre o Jorge Wilstermann, o técnico do Inter, Celso Roth, disse que Oscar e D’Alessandro, destaques do jogo, sobraram tecnicamente na partida, mas que precisam ser mais participativos. Ele pediu que eles se aproximassem mais dos volantes para preencher o meio-campo. Questionado sobre o assunto nesta quinta, D’Ale interpretou que havia ocorrido um pedido por maior marcação. E discordou da opinião do técnico – que, vale ressaltar, jamais falou especificamente em marcação ao comentar o rendimento dos meias.

D’Alessandro disse que jamais conseguirá marcar como os volantes. E afirmou que o mesmo deve valer para Oscar.

- Eu não vou conseguir correr e recuperar a bola como o Wilson Matias, o Bolatti, o Guiñazu, que é o exemplo mais claro do nosso time. Os jogadores têm que ajudar o time. Temos que fazer nossa parte. Estou falando do Oscar, de mim, do Andrezinho, do Zé, do Sobis. A gente pode ajudar o time, mas não vai fazer o mesmo trabalho. Aceito, mas tenho a liberdade de não concordar. O Oscar tem 20 anos. Meu pensamento é que ele tem que jogar, ter uma liberdade dentro do campo para demonstrar sua qualidade – disse El Cabezón.

A cooperação defensiva é um pedido forte de Roth para seus meias. É comum ver Oscar e D’Alessandro no campo de defesa. Mas o que o treinador pediu é maior composição, não necessariamente marcação.

- O Oscar e o D’Alessandro, pela qualidade técnica que têm, às vezes se desligam e ficam longe. Quando temos a bola, eles têm que ficar mais próximos dos volantes, para ficar um meio-campo mais cheio – afirmou o técnico.

O Inter volta a campo neste sábado, contra o Lajeadense, fora de casa, pelo Gauchão. A tendência é de que o time seja reserva.

Uma vitória, vários significados: Oscar sobra nos 3 a 0 do Inter

Liderança isolada, classificação quase certa, chance de melhor campanha geral: mas é Oscar o que mais importa na vitória sobre o Jorge Wilstermann

Teve um bocado de significados para o Inter a vitória de 3 a 0 sobre o Jorge Wilstermann, na noite desta quarta-feira, no Beira-Rio. Valeu pela liderança isolada do Grupo 6 da Libertadores, agora com dez pontos, serviu para praticamente garantir classificação, rendeu a manutenção da esperança de melhor campanha geral na primeira fase, apresentou um retorno qualificado de D’Alessandro, do início ao fim, e representou até um pouco de paz entre Zé Roberto e a torcida colorada. Mas nada tem efeito maior do que a consolidação do grande nome do Inter em 2011. Oscar acabou com o jogo.

O guri encanta. Ele fez um gol, deu a assistência para mais um e distribuiu lances de plasticidade artística – sejam passes ou dribles, sejam arrancadas ou assistências. D’Alessandro, outro destaque do time, e Zé Roberto marcaram os outros gols da equipe colorada.

Com o resultado, o Inter abriu três pontos sobre o Emelec, que tem sete, na segunda colocação. O Jaguares é o terceiro, com seis, e o Jorge Wilstermann, zerado, não tem mais chances de classificação. O time colorado volta a campo pela Libertadores já na semana que vem, no México, diante do Jaguares. Antes, no sábado, visita o Lajeadense pelo Campeonato Gaúcho.

Oscar multiplicado

Teve Oscar de tudo que é jeito. Teve Oscar chutando na beirada da área, teve Oscar cruzando na ponta esquerda, teve Oscar, para júbilo de Celso Roth, até marcando no campo de defesa. E teve, acima de tudo, Oscar fazendo o gol. Foi mais do mesmo: o guri, no primeiro tempo do jogo contra o Jorge Wilstermann, foi a melhor figura colorada, como vem acontecendo sistematicamente nos últimos jogos.

O ponto negativo para o Inter nos 45 minutos iniciais foi ter feito só um gol. O placar ficou magro e, em alguns momentos, até ameaçador. O time vermelho teve pelo menos oito oportunidades de gol, a maioria delas com participação efetiva de Oscar. A equipe de Celso Roth criou muito e aproveitou pouco.

O curioso foi que, a exemplo do que aconteceu na Bolívia, foi o Jorge Wilstermann quem ameaçou primeiro. Luis Garcia chutou cruzado, e Lauro defendeu. A partir daí, começou a coleção de oportunidades dos colorados. Oscar, com cinco minutos, recebeu de D’Alessandro na entrada da área e já girou para o gol com um chute. A bola saiu por pouco.

Mas chance boa mesmo, daquelas cristalinas feito água potável, foi Bolívar quem teve. D’Alessandro, pela esquerda, encontrou Leandro Damião, que ofereceu o que costuma receber: um cruzamento. A bola sobrou para o zagueirão dentro da área, de frente para o gol. Ele não conseguiu encaixar o corpo e chutou por cima. Mas foram puro desperdício os cabelos arrancados pelos colorados nas arquibancadas. O gol logo sairia.

Foi um lance bonito e curioso ao mesmo tempo. A beleza esteve com D’Alessandro. Ele dominou a bola e deixou de calcanhar para Kleber na ponta. O cruzamento sobrou para Wilson Matias, que perdeu tempo e chutou sobre a zaga. No rebote, apareceu Oscar, o múltiplo, para concluir a gol. A bola bateu em um zagueiro, voltou na barriga dele e retornou para o gol. Mauro Machado, o goleiro boliviano da equipe de Cochabamba, viu, incrédulo, a bola morrer em seu canto esquerdo.

Era um jogo moldado para Oscar antes do gol. E continuou sendo depois dele. O garoto, pela esquerda, deixou a espinha de dois adversários em formato de ponto de interrogação e mandou o cruzamento. Leandro Damião, de touca (por causa de um sangramento), cabeceou no canto. O goleiro defendeu.

Logo depois, o guri pintou de novo. Desta vez, ele acionou Zé Roberto na área, por baixo. O meia-atacante dividiu com o goleiro, que levou a melhor. Um chute de fora da área, perto do ângulo, completaria o repertório de Oscar no primeiro tempo. D’Alessandro ainda cobrou falta com perigo, sobre o gol boliviano.

D’Alessandro, o retorno; Zé Roberto, a reconciliação

D’Alessandro voltou. Na verdade, voltou no sábado, contra o São Luiz, mas retorno mesmo, daquele jeito que os colorados tanto queriam, foi aos 12 minutos do segundo tempo. O camisa 10 recebeu na área, enganou a zaga e mandou chute colocado. Enquanto a rede ainda balançava, ele dava um abraço nos roupeiros do Inter. Ah, detalhe: o passe foi de Oscar…

O Inter poderia ter ampliado antes. Até Guiñazu, que manda um chute a gol por século, resolveu arriscar a gol. O goleiro desviou para fora. Oscar teve mais um momento de protagonismo. Recebeu na área e mandou pancada em diagonal. Mauro Machado salvou.

Rafael Sobis aquecia na beira do campo, pronto para substituir Zé Roberto, quando saiu o terceiro gol. Justamente de Zé Roberto. Kleber cruzou da esquerda, Leandro Damião desviou e o camisa 23 completou. Foi a garantia dos aplausos para o jogador ao ser substituído.

Índio poderia ter feito outro. Oscar mandou uma bomba para o goleiro buscar no ângulo. Houve troca de passes, houve tempo passando, houve controle absoluto do Inter – Lucas Fernández, do Jorge Wilstermann, foi expulso ao chutar D’Alessandro por trás. Mas talvez o mais representativo no segundo tempo tenha sido a substituição de Oscar. Quase 30 mil pessoas, de pé, aplaudiram o guri.

 

INTERNACIONAL 3 X 0 JORGE WILSTERMANN
Lauro, Nei, Bolívar, Índio (Rodrigo) e Kleber; Wilson Matias, Guiñazu, Oscar (Andrezinho), D’Alessandro e Zé Roberto (Rafael Sobis); Leandro Damião. Mauro Machado, Jusselio da Silva, Juan Ignacio Brown e Marcelo Carvallo; Lucas Fernández, Luis Zapata, Cristhian Machado (Toscanini), Ramiro Rodríguez, Luis García (Sánchez) e Ezequiel Abregú (Ojeda); Fabio Mineiro.
Técnico: Celso Roth Técnico: Marcelo Neveleff
Gols: Oscar, aos 18 minutos do primeiro tempo; D’Alessandro, aos 12, e Zé Roberto, aos 26 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Cristhian Machado, Lucas Fernández, Luis Zapata (Jorge Wilstermann); Leandro Damião (Inter). Cartão vermelho: Lucas Fernández (Jorge Wilstermann).
Renda: R$ 647.765,00. Público: 28.085.
Árbitro: Darío Ubriaco (URU) Assistentes: Carlos Pastorino (URU) e Miguel Nievas (URU)
Data: 30/03/2011 Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre

Bolívar e Índio novamente juntos: ‘Têm sequência’, diz Roth

Treinador acredita que pode minimizar riscos ao reeditar a parceria de 2010, com Rodrigo fora do time

Eles são amigos, parceiros de defesa há uns bons anos e colecionadores de títulos pelo Inter. E estão novamente lado a lado. É com Índio que o capitão Bolívar, superada a artroscopia no joelho esquerdo, atuará nesta quarta-feira, no Beira-Rio, contra o Jorge Wilstermann, pela Libertadores da América. Com isso, Rodrigo deixa o time. O técnico Celso Roth, ao comentar a escolha, deixou claro que levou em consideração o conhecimento que os atletas têm um do outro.

Os jogadores são colegas desde 2005, excetuadas as duas temporadas de Bolívar no futebol francês. Foram quase sempre titulares juntos, na boa (como o título da Libertadores de 2010) e na ruim (caso do fracasso no Mundial passado). O treinador também levou em consideração o lado preferencial de Bolívar na defesa.

- É a sequência do ano passado. Desde que cheguei, colocamos o Índio do lado esquerdo. Ele se adaptou ali e foi muito bem. O Bolívar se machucou no inicio da pré-temporada, está voltando agora. Era a intenção colocá-lo contra o São Luiz. Fizemos a opção pela volta dele agora, e ao lado do Índio. Ele está voltando. Tirá-lo do lado onde estava jogando seria temerário. Fiz essa opção dentro dessa lógica de trabalho, mesmo que o Rodrigo esteja bem – disse Roth.

Bolívar faz sua estreia em 2011. É o retorno de uma referência do clube como líder no vestiário e como capitão no time.

- O papel do Bolívar fora de campo é igual ao de todos os outros. É bom que se esclareça isso. Ele é importante, como o Índio, o Kleber, o D’Alessandro, como todos que fizeram uma história no clube. O Bolívar foi meu capitão no ano passado e tem a possibilidade de voltar a sê-lo. O mais importante é tecnicamente, dentro de campo, e aí espero que ele volte sem problemas, sem lesão. Ele está treinando, e bem. Ganhamos a sequência do ano passado. Mesmo que ele não tenha jogado esse ano, no momento de fazer o retorno do Bolívar, mantivemos o Índio porque são dois jogadores que jogaram meia temporada inteira. Ganhamos a sequência, a confiança que eles têm, e não são só os dois. É a linha de quatro atrás. São jogadores com uma experiência muito boa.

O Inter está definido para a partida. Irá a campo com Lauro, Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Wilson Matias, Guiñazu, Oscar, D’Alessandro e Zé Roberto; Leandro Damião.

Damião, na volta ao Inter, garante pedido de Roth: ‘Vou ser o mesmo’

Treinador havia pedido para centroavante não ficar deslumbrado com a Seleção. Conversa com Ronaldo e emoção no hino marcaram atleta


Celso Roth havia pedido a Leandro Damião: “Vá e volte igual”. A convocação do centroavante para a Seleção Brasileira deixou o treinador alerta. Ele não queria ver seu camisa 9 deslumbrado com o ambiente de astros da equipe de Mano Menezes. Pois lá foi Damião: treinou bem, ganhou espaço, começou como titular e teve atuação elogiada na vitória por 2 a 0 sobre a Escócia, em Londres. Nesta segunda-feira, ele retornou ao Beira-Rio. E, garante, do mesmo jeito que foi, conforme pediu o chefe.

Damião fez um treino mais leve, para não forçar o corpo depois da longa viagem desde a Europa. Nesta terça, ele trabalhará normalmente. Irá a campo na quarta, contra o Jorge Wilstermann, no Beira-Rio.

- Não tenho por que mudar. Tenho uma família que me apoia, sei de onde saí, sei que tive que ralar muito para chegar onde cheguei. Vou ser a mesma pessoa – disse ele.

Duas situações marcaram Damião na Seleção: a presença de Ronaldo Nazário no vestiário antes da partida e o momento de ouvir o hino nacional.

- O Ronaldo já tinha ido ao vestiário. Tinha conversado com ele. Ele até brincou comigo sobre a camiseta 9. É um grande jogador, um ídolo. Na hora que começou a tocar o hino, olhei para o lado e pensei: “Será que é verdade mesmo ou estou sonhando?”. É o trabalho do dia a dia. Pouco a pouco, não percebi meu crescimento. Dizem que estou muito forte, que batem em mim e caem, mas não me sinto assim. Eu só me sinto mais preparado.

Damião saiu de campo no segundo tempo, substituído por Jonas, com um sentimento de tristeza por não ter feito gols. Mas ele logo trocou a decepção pelo orgulho. Sentiu que tinha feito uma boa partida.

- Momentaneamente, fiquei triste por não ter marcado o gol. Briguei o máximo possível. Depois, relaxei e vi que tive uma participação boa. Aquela camiseta tem um peso. Mas eu me senti em casa – disse o camisa 9.

O jogador agora espera se manter na Seleção. E vê o Inter como caminho para isso.

- Não adianta fazer um jogo lá e não continuar meu trabalho aqui. Tenho que focar aqui para continuar com essa média de gols, e com o Inter vencendo.

Roth dá força ao Torito e pede que ele não se torture por falta de gols

Cavenaghi será titular pelo terceiro jogo seguido neste sábado, no Beira-Rio, contra o São Luiz


Cavenaghi ainda não experimentou o prazer de marcar um gol por seu novo clube. Já foram três jogos como titular do Inter, dois deles seguidos, e nada de o Torito anotar. Na última partida, a vitória de 1 a 0 sobre o São José-Poa, o jogador teve pelo menos três chances claras de gol. E nada…

Mas ele ganha todo o respaldo do chefe. O técnico Celso Roth não coloca dúvidas sobre a fama de goleador do argentino, que voltará a ser titular do Inter neste sábado, no Beira-Rio, contra o São Luiz, pelo Campeonato Gaúcho, já que Leandro Damião está a serviço da Seleção Brasileira. O treinador gostou do rendimento de Cavenaghi contra o São José.

- Que o Cavenaghi faz gol, todos sabemos. A questão é ter um pouco mais de felicidade na finalização. Do jogo contra o Novo Hamburgo para o jogo contra o São José, ele melhorou muito. Começou a ser parecido com aquele Cavenaghi que surgiu no River, foi para a seleção e acabou indo para a Europa. O jogador, para se firmar, precisa de seis, sete jogos. A competitividade é muito grande. O Cavenaghi fez uma partida muito boa contra o São José, em um campo apertado, sintético. (…) Quando o jogador não tem sequência, tem que ter entrega, e o Cavenaghi teve isso. A situação técnica para um atacante, para um jogador como o Cavenaghi, é de sequência. Vamos ver se ele tem a felicidade agora – disse Roth.

O técnico sugere calma ao atacante. Ele pede que o Torito não fique afobado com os gols perdidos.

- Ele não pode se cobrar tanto assim. Foram dois jogos. É agora que começa a aparecer a coordenação fina, a finalização. Espero que ele controle a felicidade dele e seja feliz. Não é só o Cavenaghi: todo atacante se tortura, se cobra muito quando não faz o gol.

Fernando Cavenaghi está emprestado ao Inter até o final do ano. Ele pertence ao Bordeaux, da França. Nesta sexta-feira, a imprensa italiana noticiou que o Lazio tem interesse no jogador.

D’Alessandro treina forte, faz golaço e dá susto no treino

Argentino divide bola com Muriel, dá grito e desaba no gramado, mas logo se recupera

D’Alessandro correu, driblou, pediu bola, chutou, marcou golaço. Fez de tudo sob o aguaceiro que desabou no Beira-Rio. E até susto deu. O argentino treinou forte nesta quinta-feira, no gramado suplementar do Beira-Rio, e comprovou que está recuperado de lesão na sola do pé direito. O problema é que ele quase ganhou mais dores. Durante o treino, El Cabezón desabou no gramado.

Foi em uma dividida com o goleiro Muriel. O argentino recebeu em profundidade e tentou chegar na bola antes do arqueiro. Eles se chocaram. D’Ale soltou um grito e caiu no campo, se contorcendo de dor no joelho esquerdo. Os médicos entraram correndo no gramado. O camisa 10 foi atendido por alguns minutos até se levantar.

O argentino seguiu treinando – primeiro com dores, depois com naturalidade. E aí fez um golaço. Ele recebeu pela esquerda, olhou para o gol e mandou chute colocado, de direita, por cima de Muriel, no ângulo. Foi aplaudido pelos colegas. Aí se aproximou de Bolívar, soltou um sorriso e falou alguma coisa para ele.

É possível que D’Alessandro participe, mesmo que por alguns minutos, já do jogo deste sábado, contra o São Luiz, no Beira-Rio. E certamente irá a campo na quarta-feira, diante do Jorge Wilstermann, também em casa, pela Libertadores da América.

Vitória e liderança no campo sintético: Inter faz 1 a 0 no Zequinha

Colorado tem boa atuação com time praticamente reserva, não sofre ameaças do São José e vence com gol de Andrezinho


Em um gramado sintético, não poderia ser mais natural a vitória do Inter sobre o São José e o salto para a liderança do Grupo A do returno do Campeonato Gaúcho. Mesmo com apenas cinco titulares em campo, os colorados foram amplamente superiores, dominaram a partida do início ao fim, não foram ameaçados pelo adversário e mereceram o resultado, arquitetado com gol de Andrezinho no primeiro tempo.

O goleiro Lauro, o zagueiro Sorondo (que saiu de campo lesionado), o volante Guiñazu e os meias Oscar e Zé Roberto foram os únicos titulares colorados em campo. Com o resultado, o Inter pulou para oito pontos na Taça Farroupilha. O São José, com dois, segue na lanterna da chave.

O Inter volta a campo no sábado, no Beira-Rio, contra o São Luiz, mesmo dia em que o Zequinha recebe o Caxias. Na quarta-feira, o Colorado volta à Libertadores, em casa, contra os bolivianos do Jorge Wilstermann.

Inter, melhor, larga na frente

Fazer um primeiro competente, com solidez defensiva e organização na frente, foi suficiente para o Inter controlar o São José, estabelecer o jogo no campo de ataque e, como consequência, largar na frente. Mesmo com tantos reservas e ressalvada a adaptação ao campo sintético, o Colorado foi bem. Andrezinho, aos 37 minutos, colocou o time vermelho na dianteira. Até lá, o que rolou no Passo D’Areia foi uma história de domínio dos visitantes.

O Inter foi a campo com equilíbrio de peças: dois volantes (Wilson Matias mais fixo e Guiñazu correndo daquele jeito que sempre corre), dois meias mais posicionados (Andrezinho e Oscar) e outro (Zé Roberto) fazendo o meio-termo entre a articulação e a chegada ao ataque. Com isso, garantiu domínio de bola, mas criou poucas chances de gol. Cavenaghi, novamente pouco chamativo (cresceria muito na etapa final), teve a melhor oportunidade antes de o Colorado abrir o placar.

Foi aos 20 minutos. Guiñazu, muito bem no jogo, caiu pela esquerda e mandou o lançamento para o Torito. O domínio dele, na fronteira da grande área, foi bonito de ver: no peito do pé, com a delicadeza de quem coloca um bebê para ninar. Em seguida, ele mandou o chute. A bola passou rente à trave direita do goleiro Rafael. Quase.

Mas o lance acabou não fazendo grande falta. Aos 37, o Inter pulou na frente. Daniel acionou Andrezinho, que bateu de primeira, colocado, da entrada da área, no canto esquerdo do camisa 1 do Zequinha. Foi justo.

Foi justo porque o Inter também esteve bem na defesa. O São José, em termos básicos, só incomodou com seu lateral-direito, Sueliton, que foi bem ao ataque e até gol fez – mas o lance havia sido anulado há eras pela arbitragem. O Zequinha sentiu muito a falta de Chiquinho, desfalque por lesão. Perdeu criatividade no meio.

Vitíoria assegurada na etapa final

O Inter seguiu melhor no segundo tempo. Com uma vantagem: o crescimento de Oscar. O garoto teve uma participação diferente do habitual na partida. Caído pela esquerda, ele marcou muito, por vezes até na bandeirinha de escanteio da defesa. Depois do intervalo, o guri bom de bola do Inter conseguiu se soltar mais, sem esquecer da tarefa defensiva.

Os primeiros minutos da etapa final representaram chances de gol para o Inter. Índio, de peixinho, poderia ter ampliado o placar. A bola foi para fora. Oscar, logo depois, atravessou o campo em uma linha reta, na direção do gol, e mandou o chute, mas por cima. Mais tarde, Andrezinho, na entrada da área, completou triangulação com chute muito ruim.

A entrada de Rafael Sobis deu vivacidade ao time do Inter. Ele criou chances, arriscou de fora da área, mas não conseguiu fazer o segundo gol vermelho. A jogada mais plástica, porém, ficou com Cavenaghi. Ele recebeu passe de Oscar e mandou uma pancada, com força impressionante, no meio do gol. Rafael espalmou. O argentino ainda perderia mais três gols, um de cabeça, outros dois com a perna direita.

SÃO JOSÉ 0 X 1 INTERNACIONAL
Rafael, Sueliton, Eliezio, Gustavo (Marcelo Labarthe) e Juca, Alexandre, Zaqueo (Gabriel), Marabá e Danilo (Rafael Costa); Lê e Xavier. Lauro, Daniel, Índio, Sorondo (Ronaldo Alves) e Juan; Wilson Matias, Guiñazu, Andrezinho, Oscar e Zé Roberto (Rafael Sobis); Cavenaghi.
T: Itamar Schulle T: Celso Roth
Estádio: Passo D’Areia, em Porto Alegre. Data: 23/03/2011. Árbitro: Vinícius Costa. Auxiliares: Marcelo Barison e José Eduardo Calza.
Gol: Andrezinho, aos 37 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Marabá, Rafael Costa (São José); Juan (Inter).

Zé Roberto torce tornozelo e deve ser desfalque para partida desta quarta

Jogador será reavaliado, mas dificilmente irá a campo contra o São José-Poa. Sorondo, com dores no tendão de Aquiles, também é dúvida


O Inter deve ser mais reserva do que esperava contra o São José-Poa. No treino desta terça-feira, no gramado sintético do Passo D’Areia, o meia-atacante Zé Roberto sofreu entorse no tornozelo esquerdo. O jogador disputou uma bola pelo alto com Milton Júnior e, ao pisar no chão, virou o pé. Ele deixou o gramado com dores. A lesão não teve qualquer relação com o campo artificial.

O jogador será reavaliado, mas dificilmente irá a campo nesta quarta. Deve ser substituído por Rafael Sobis, imediatamente chamado por Celso Roth no momento da lesão. Outra dúvida é o zagueiro Sorondo, que tem dores no tendão de Aquiles da perna esquerda. Ele fez um treino mais leve nesta terça.

O Inter já não tem o zagueiro Rodrigo, suspenso, os laterais Nei e Kleber, vetados por dores no joelho, o volante Bolatti, a serviço da seleção argentina, o meia Tinga, lesionado, e o atacante Leandro Damião, convocado para a Seleção Brasileira.

Escalação provável para esta quarta: Lauro, Daniel, Índio, Ronaldo Alves e Juan; Wilson Matias, Guiñazu, Andrezinho, Oscar e Rafael Sobis; Cavenaghi.

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